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Saúde

Dia do Servidor Público: maior parte dos profissionais da Saúde tem longa experiência

A maior parte da força de trabalho da pasta é composta por profissionais com longa experiência no serviço público

Redação Jornal de Brasília

28/10/2026 11h25

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Aposentada, após 45 anos de trabalho, Jucineia Valente recebe homenagem de colegas do serviço público: “Eu sempre amei o que fiz — e fiz com o maior amor” | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

O Dia do Servidor Público, comemorado nesta quarta-feira (28), celebra o compromisso dos profissionais que compõem os órgãos dos Três Poderes, seja da União, seja dos estados, seja do Distrito Federal. Na Secretaria de Saúde (SES-DF), entre equipes de cuidado, administrativas e áreas de apoio, diversas categorias trabalham de forma integrada para garantir o funcionamento dos serviços e a continuidade da assistência.

A maior parte da força de trabalho da pasta é composta por profissionais com longa experiência no serviço público. Quase 64% dos integrantes do quadro têm mais de dez anos de serviço. Apenas 12.442 servidores, de todos os 34.523, foram admitidos a partir de 2016.

Segundo a subsecretária de Gestão de Pessoas da SES-DF, Eliete de Souza, o número representa a competência dos colaboradores. “A longa trajetória favorece a troca de conhecimentos, ajuda a formar novas gerações, contribui para aprimorar os processos de trabalho e para uma assistência cada vez melhor”, destaca a gestora, que tem 33 anos de carreira na secretaria.  

Amor por servir

Diante dos desafios que a saúde pública apresenta, há quem encontre na dedicação ao cuidado o principal combustível para seguir nessa missão. “Eu sempre amei o que fiz — e fiz com o maior amor”, declara a técnica de enfermagem Jucineia Valente.

Antes de aposentar-se, em agosto deste ano, a profissional dedicou 45 anos e nove meses à rede pública de saúde do DF. Segundo a profissional da Unidade de Neonatologia (Uneo) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a empatia foi o valor que pautou a sua atuação. 

“Eu aprendi, desde o início do meu curso, a ter o paciente como foco principal dos meus cuidados”, define a técnica. “Eu me colocava no lugar das mães. Tinha um contato próximo com elas, que me viam como um ponto de apoio.” 

Quando, em 2021, a UTI Neonatal inaugurou uma sala exclusiva para acolhimento das mães que amamentam os seus bebês, colegas não tiveram dúvida em nomear o espaço em homenagem à técnica em enfermagem 

Foco no paciente

O compromisso com a assistência é reconhecido por seus colegas. Quando, em 2021, a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) inaugurou uma sala exclusiva para acolhimento das mães que amamentam os seus bebês, eles não tiveram dúvida em nomear o espaço em homenagem à técnica de enfermagem.

“Jucineia sempre foi uma profissional extremamente humana, que se dedicava muito além do cuidado técnico”, afirma a médica neonatologista Kátia Silveira, do HRT. “Ela criava vínculos com os pacientes e suas famílias, mantinha contato mesmo depois da alta hospitalar, fazia questão de acompanhar cada história”, detalha a especialista, que compartilhou a assistência com a colega desde 1992, quando ingressou na unidade de Taguatinga para cursar a residência. 

Esse trabalho em equipe justifica a longeva e bem-sucedida trajetória de Jucineia. “Sinto orgulho dos profissionais com quem trabalhei ao longo dessas quase cinco décadas. São pessoas muito dedicadas, que me ensinaram muito e que serviram de inspiração pra mim”, declara.


*Com informações da SES-DF 

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