Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
Por Isabela Gullane
Diante da dor dos pacientes, os psicólogos devem se cuidar bem para prestar o melhor serviço.
O psicólogo Arthur Piemonte, de 28 anos, comentou que, por mais que já tenha estudado todas as teorias, o psicólogo irá se deparar com dores que ele não entende e isso pode afetá-lo.
Nesta quinta (27 de agosto), é celebrado o Dia do Psicólogo, data que reconhece a atuação de profissionais dedicados à promoção da saúde mental e ao cuidado com o ser humano em diferentes contextos.
Lidar diariamente com o sofrimento e as angústias alheias pode ser emocionalmente desafiador.
Por isso, cuidar da própria saúde mental não deve ser visto como sinal de fragilidade, mas como parte da responsabilidade e da ética profissional.
“Ele está ali observando, vendo aquela dor pelo outro, o sofrimento do outro. E quando a gente pega o contexto clínico, por exemplo, naquelas quatro paredes, muitas vezes o que o sujeito está falando é uma dor que a gente nunca pensou”, explica o profissional.
Ele destaca que pode ser uma perda inimaginável, um sofrimento muito grande. “Ou às vezes um relato que você nunca esperaria que aquela pessoa possa ter falado. E isso pode nos afetar”, diz
O acompanhamento psicológico, por exemplo, pode ser um importante espaço para que o profissional reconheça seus próprios limites, elabore as experiências vivenciadas no trabalho e encontre maneiras mais saudáveis de lidar com as demandas da profissão.
A supervisão clínica, que consiste em debater o caso com outro psicólogo mais experiente, também pode contribuir para uma prática mais consciente e responsável.