O Ministério da Saúde acompanhou, nesta terça-feira (5), o Dia D de vacinação contra a chikungunya em Dourados (MS), com foco na reserva indígena. A ação visa reduzir a transmissão da doença no município, que enfrenta aumento de casos, especialmente entre a população indígena.
A vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa, é indicada para pessoas de 18 a 59 anos com maior risco de exposição à doença. Na reserva indígena, que abriga cerca de 22,5 mil pessoas, aproximadamente 10 mil estão na faixa etária prioritária. O Dia D concentrou esforços em áreas como as aldeias Jaguapiru II e Bororó II, com o apoio de vacimóvel para ampliar o acesso.
Para apoiar a estratégia, foram enviadas 46,5 mil doses da vacina, sendo 43,5 mil para Dourados e 3 mil para Itaporã, conforme critérios epidemiológicos e capacidade da rede de frio. A campanha de vacinação teve início em 27 de abril e segue orientações do Ministério da Saúde, incluindo microplanejamento para priorizar áreas de risco e ações extramuros.
A iniciativa integra a estratégia nacional de enfrentamento às arboviroses, com foco na ampliação da cobertura vacinal, vigilância e assistência. Vacinação similar já foi iniciada em municípios priorizados de Sergipe, Minas Gerais e São Paulo.
O imunizante utiliza tecnologia de vírus atenuado e não deve ser aplicado em gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, com múltiplas comorbidades não controladas ou alérgicas aos componentes da vacina.