Saúde

Deficiência hormonal pode atrapalhar o crescimento

Por Arquivo Geral 22/06/2015 10h53

Em apenas seis anos, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou um aumento de 3cm na altura média do homem brasileiro. No caso das mulheres, a média aumentou um centímetro neste mesmo período. De acordo com os mesmos dados, hoje em dia as estaturas médias de jovens de 18 anos nos grandes centros brasileiros são de 1,78 metros para os homens e 1,67 metros para mulheres. Especialistas atribuem o aumento na altura média dos brasileiros a um melhor estilo de vida e mais acesso à saúde, tratamentos médicos e educação.

De acordo com Sérgio Vencio, especialista em Endocrinologia, que integra o Corpo Clínico do Laboratório Exame, o crescimento tem um fator genético importante e por isso nem sempre as médias se adequam a todo mundo, mas há como acompanhar o crescimento dos filhos desde cedo. “De forma geral as crianças crescem entre 4 a 6 centímetros por ano entre os 4 anos de idade e o inicio da puberdade. Mas, a partir dos 9 a 14 anos temos o chamado estirão, que é um momento de maior crescimento devido ao estimulo conjunto do hormônio do crescimento com o hormônio sexual, testosterona no caso do menino e estradiol na menina”, explica o médico.

Para os pais que desconfiam de um crescimento abaixo da média, Dr. Sérgio indica uma avaliação detalhada da criança por parte do médico especialista. “Qualquer criança que esteja muito baixa em comparação aos irmãos, primos ou colegas de sala, deve procurar um pediatra, endócrino pediatra ou endocrinologista. O médico fará uma avaliação detalhada de histórico familiar, peso, altura, antecedentes pessoais, e poderá solicitar uma prova funcional para avaliar a produção do hormônio do crescimento”, reforça.

O especialista explica que o hormônio de crescimento, conhecido como GH é produzido pela hipófese, pequena glândula localizada na base do cérebro. “Este é o hormônio responsável pelo nosso crescimento, atuando também no metabolismo das gorduras e proteínas. Conseguimos diagnosticar qualquer deficiência no GH por meio de um teste de estímulo com o uso de substâncias como a insulina e a clonidina, induzindo hipoglicemia e hipotensão arterial, respectivamente. Se não houver um aumento da secreção de hormônio de crescimento pela hipófise, após este estímulo, configura-se uma deficiência”, esclarece.

Deficiência ou excesso de crescimento

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A deficiência do hormônio de crescimento pode levar a diversos quadros, tanto nas crianças quanto nos adultos. “A falta de GH na criança produz o nanismo, ou seja, aquele indivíduo não consegue crescer de forma adequada. Existe também a síndrome de deficiência de GH no adulto, após o tratamento de tumor na hipófese por exemplo. Neste caso, o adulto apresenta sintomas de fraqueza, alteração na relação de massa muscular e massa gorda, entre outros”, lista o médico.

De acordo com o especialista também pode existir o quadro contrário, quando o paciente tem um excesso de GH. “Esse é o caso conhecido como gigantismo, no caso da criança que ainda estiver em idade de crescimento. Já no adulto é conhecido como acromegalia, levando ao aumento de incidência de algumas doenças como diabetes e alguns tipos de câncer além de extremidades maiores que a média e deformidade facial”, reforça. 

Para garantir um crescimento adequado Dr. Sérgio passa algumas recomendações: “De forma geral é importante manter uma boa alimentação que contenha proteínas encontradas no leite e na carne, além das frutas e verduras. Também é importante fazer atividades físicas de forma regular e sempre ter uma boa noite de sono, já que 80-85% da secreção de GH ocorre à noite durante o sono”, conclui o médico.

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