Gente, eu estava com o café na mão aqui na academia, quando vi Gabriela Duarte entrar em campo para defender Regina Duarte. Larguei a xícara. Porque filha defendendo mãe eu entendo perfeitamente. Agora, quando entram política, entrevista, Bolsonaro e rede social no mesmo liquidificador, minha filha, o café precisa vir reforçado.
Gabriela reagiu à repercussão de uma entrevista em que Regina foi questionada sobre a possibilidade de voltar a ocupar um cargo público e sobre seu apoio a Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de 2026. Ela disse que já esperava perguntas difíceis, mas chamou a condução da conversa de “bastante deselegante”.

O incômodo dela é outro: mãe e filha estão juntas em uma peça de teatro e, segundo Gabriela, era esse trabalho que deveria ocupar o centro da conversa. Só que a política entrou pela porta da frente, sentou no melhor sofá da sala e o teatro acabou olhando tudo de longe. Brasil sendo Brasil.
Gabriela foi além e cutucou o jornalismo. Questionou o momento em que a procura por uma frase, um corte ou uma manchete passa a valer mais que o contexto e a escuta. Traduzindo do jornalistiquês aqui do Cosme Velho: ela acha que apertaram Regina até sair o pedaço que renderia repercussão.

No fim, a atriz deixou um recado direto à imprensa: crítica faz parte do jogo, sensacionalismo não. E eu fiquei aqui pensando que entrevista com Regina Duarte envolvendo política nunca termina quando o gravador desliga. Às vezes é justamente ali que começa.