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Câncer de cabeça e pescoço: diagnóstico precoce é fundamental

Campanha alerta população para buscar cuidados precoces

Câncer de cabeça e pescoço: diagnóstico precoce é fundamental

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que, a cada ano, surgem 43 mil novos casos de cânceres que envolvem as regiões da cabeça e pescoço, resultando em 10 mil mortes por ano. Nesta terça-feira (27), celebra-se Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço. Ponto alto da campanha Julho Verde, a data ressalta a importância da conscientização da sociedade sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença.

Especialistas dizem que o prognóstico dos cânceres de cabeça e pescoço varia conforme a fase de desenvolvimento. “Nos casos precoces, a medicina acena com possibilidade de cura em torno de 70% a 90%. Já nos tumores maiores, com estágio avançado, a sobrevida cai para 30% a 50%.”, contabiliza o médico oncologista do Centro de Câncer de Brasília (Cettro), Dr. João Nunes*.

A campanha 2021 tem como slogan Desperte a Esperança, Venha para o Julho Verde. Neste ano, a ação conta com uma programação voltada ao público em geral, incluindo lives (transmissões ao vivo) e conteúdos relevantes sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação. A mobilização pode ser vista pelos canais oficiais da campanha no Instagram e Facebook @acbgbrasil até 31 de julho.

A mensagem da campanha visa conscientizar a população sobre a importância do autocuidado e atenção aos primeiros sinais e sintomas da doença para obtenção de um diagnóstico precoce, ampliando as taxas de cura com menos sequelas.

Os tumores se originam em regiões das vias aéreo-digestivas, como boca, língua, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe e seios paranasais.

Fatores de risco

Segundo o oncologista Dr. João Nunes, o tabagismo é o principal fator de risco para doença. “Porém, é importante lembrar também que o sexo oral desprotegido, por causa de HPV, também é preocupante”, complementa o médico.

Sintomas

Mancha avermelhada ou esbranquiçada na boca; dentes moles ou dor em torno deles; mudança na voz ou rouquidão; dificuldade/dor para mastigar ou engolir; caroço no pescoço; irritação ou dor na garganta; e mau hálito frequente – que durem por duas semanas ou mais

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Sequelas

Deformação da face e do pescoço, diminuição do paladar e olfato, perdas funcionais como fala, respiração, mastigação, deglutição, audição e visão, que afetam sua qualidade de vida.

* Dr. João Nunes, médico Oncologista e Mastologista do Centro de Câncer de Brasília. CRM 9165/DF






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