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Saúde

Anvisa autoriza produção nacional da vacina contra chikungunya

A decisão permite a fabricação local do imunizante XCHIQ pelo Instituto Butantan, facilitando sua incorporação ao SUS para pessoas de 18 a 59 anos em risco.

Redação Jornal de Brasília

04/05/2026 15h38

Foto: Instituto Butantan

Foto: Instituto Butantan

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (4/5) a fabricação local do imunizante XCHIQ, vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. A vacina, aprovada pela Anvisa em abril de 2025, agora pode ser produzida no Brasil, mantendo os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia.

O imunizante é indicado para a prevenção da doença em pessoas de 18 a 59 anos que estejam em risco aumentado de exposição ao vírus da chikungunya. Trata-se da primeira vacina registrada no mundo contra a arbovirose, e sua produção local deve facilitar a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A XCHIQ é contraindicada para mulheres grávidas, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas.

A chikungunya é transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. O vírus chegou ao continente americano em 2013, causando epidemias em diversos países. No Brasil, os primeiros casos confirmados ocorreram em 2014 nos estados do Amapá e Bahia, e atualmente todos os estados registram transmissão da doença.

Em 2025, a chikungunya acometeu cerca de 620 mil pessoas no mundo, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, foram notificados mais de 127 mil casos, com 125 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde. A autorização está detalhada na Resolução 1.747/2026.

Com informações do Governo Federal

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