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Saúde

Anvisa aprova medicamento para cardiomiopatia amiloide transtirretina

O Beyonttra® estabiliza a proteína transtirretina, reduzindo o risco de mortalidade cardiovascular em pacientes com a doença rara.

Redação Jornal de Brasília

04/05/2026 11h09

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, nesta segunda-feira (4/5), registro para o medicamento Beyonttra® (cloridrato de acoramidis). O produto, da Global Regulatory Partners Brasil LTDA, é indicado para o tratamento de pacientes com cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina, na sua forma selvagem ou na variante hereditária.

A doença é rara, multissistêmica e progressiva, podendo ser fatal. Ela resulta da deposição da proteína transtirretina (TTR) monomérica malformada e agregada como fibrilas amiloides no músculo cardíaco. Produzida no fígado, a proteína se acumula no miocárdio, causando rigidez e insuficiência cardíaca.

Beyonttra® atua na estabilização da TTR, o que reduz o risco de mortalidade cardiovascular. Em um estudo de fase 3, o medicamento demonstrou ser estatisticamente mais eficaz que o placebo em um desfecho primário. Um paciente tratado com o medicamento teve 77,2% mais chance de obter um benefício do tratamento do que um participante que recebeu placebo.

De acordo com a Associação Brasileira de Cardiologia, a doença afeta 55,2 pessoas a cada 100.000 com mais de 65 anos, existindo, de forma geral, em torno de 12.942 pessoas com a doença no Brasil. Os pacientes tendem a ser homens com idade média acima de 60 anos e geralmente passam por hospitalizações frequentes por insuficiência cardíaca, perda irreversível da função física e piora do estado de saúde e da qualidade de vida.

Leia a Resolução (RE) 1.785/2026 no Diário Oficial da União.

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