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Saúde

Anvisa amplia uso pediátrico de remédios para lúpus e esclerose múltipla

A agência autorizou novas indicações para belimumabe e ocrelizumabe em crianças e adolescentes, com publicação no Diário Oficial da União.

Redação Jornal de Brasília

21/07/2026 14h12

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Anvisa aprovou a ampliação do uso de dois medicamentos para crianças e adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico ativo e esclerose múltipla remitente-recorrente. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (20).

No caso do Benlysta (belimumabe), a nova indicação vale para pacientes a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo, como tratamento complementar. O uso contempla exclusivamente as apresentações em caneta aplicadora/autoinjetora e se destina a pacientes com alto grau de atividade da doença que já estejam em tratamento padrão com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

Segundo a decisão, a formulação intravenosa do medicamento já estava aprovada para pacientes pediátricos. A ampliação para a alternativa subcutânea pode reduzir a necessidade de deslocamentos a centros de infusão e aumentar o conforto dos pacientes.

Outro medicamento com uso ampliado foi o Ocrevus (ocrelizumabe), indicado para esclerose múltipla remitente-recorrente. A partir da nova autorização, ele pode ser prescrito para pacientes com 12 anos ou mais e peso corporal igual ou superior a 40 kg. O produto é um anticorpo monoclonal recombinante que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença.

As publicações também destacam que a esclerose múltipla pediátrica é considerada uma condição rara e que, embora menos frequente do que em adultos, pode apresentar atividade inflamatória significativa e maior frequência de surtos.

Com informações da Agência Brasil

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