O Outono chegou e, com ele, o tempo mais seco, causador de coriza, espirros, tosse, coceiras no nariz, no ouvido e na garganta, obstrução nasal, chiado no peito, catarro, rinite, falta de ar e crises de asma.
Os sintomas podem levar muita gente ao Pronto Socorro por preocupação com o contágio de Covid-19, mas isso não é o pior problema. O risco maior é que acabe acontecendo o extremo oposto: Pessoas que tenham rinite alérgica, sinusite ou asma acreditem que estão tendo uma crise alérgica comum e acabem não indo procurar auxílio médico.
Dr. André Gauderer, alergista no Rio de Janeiro, explica que “por mais desconfortável e intensa que seja uma crise alérgica, alergia não provoca febre”. Em mais detalhes, explicou porque essa estação é tão difícil para as pessoas mais sensíveis: “No outono e no inverno, as pessoas ficam muito mais tempo em ambientes fechados, e como o sol não entra, fica mais fácil acumular umidade nos ambientes, o que pode causar bolor e mofo, alimentando ácaros e causando problemas respiratórios”.
Isso não significa, porém, que as “doenças de outono” sejam irrelevantes. Muito pelo contrário.
Além de todos os desconfortos que podem ser causados pelo próprio clima, pelas alergias e doenças respiratórias, ainda há os riscos envolvidos com as medicações utilizadas para aliviar alguns desses sintomas.
Muita gente acaba se automedicando com corticoides, descongestionantes e broncodilatadores sem nem ao menos saber para que serve cada um desses medicamentos.
Jean Bernardo, fundador do site Para Que Serve, relata que o número de buscas feitas por usuários a fim de descobrir a utilidade desses remédios é um tanto assustadora, pois pode ser um indício de que as pessoas estão buscando informações médicas através da internet, quando deveriam estar procurando um especialista responsável para saber qual o melhor tipo de medicamento a ser utilizado e o que, de fato, é o agente causador dos sintomas que estão lhe atingindo.
As principais recomendações para não passar por um outono tão desconfertável são bastante parecidas com as formas de se prevenir contra a Covid-19:
– Usar álcool gel;
– Vacinar-se contra a gripe;
– Lavar as mãos e o rosto com frequência (principalmente ao chegar da rua);
– Trocar com frequência a roupa de cama (principalmente fronhas e lençóis) e roupas de banho (como toalha de lavabo e toalha de banho); Outra opção é recorrer às toalhas de lavabo de papel. Nesse caso, a maior vantagem é o fato de que você não precisará trocá-las a todo instante.
– Retirar tudo que puder servir como acumulador de pó: bichos de pelúcia, tapetes, cortinas e livros, por exemplo;
– Evitar locais fechados e deixar a casa o mais arejada possível; e
– Evitar aglomerações.
Parecem cuidados simples, mas são muito eficazes e capazes de diminuir consideravelmente crises alérgicas e problemas respiratórios.
Por fim, vale dizer que já existem vacinas capazes de reduzir o desconforto durante o outono e o inverno por até 3 anos. Elas não são capazes de garantir que não haverá nenhuma crise respiratória, mas que, se houver, serão mais espaçadas e menos intensas.
Tomando todos os cuidados necessários com a casa e mantendo o organismo protegido com boa alimentação e bons hábitos de higiene, é bem possível ter um outono menos complicado.
Se mesmo assim ainda houver muita dificuldade com os piores dias, nada de se automedicar. Procure um médico e explique a situação. Um tratamento específico para alergias e problemas respiratórios pode ser muito melhor do que remédios que só resolverão a questão momentaneamente.
Redação por: Bruna Bozano.