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Política & Poder

Zanin e Moraes pedem acesso total a documentos do caso Master

Os pedidos ocorrem às vésperas do julgamento no plenário do STF sobre relatório da Polícia Federal ligado à Operação Compliance Zero

Redação Jornal de Brasília

11/09/2026 14h36

Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, acesso à íntegra do material extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na mesma data, Alexandre de Moraes também enviou ofício a Fachin solicitando a retirada de “todo e qualquer sigilo” dos documentos ligados à Operação Compliance Zero.

As medidas ocorrem em meio à disputa interna sobre a divulgação de informações da investigação, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. Moraes criticou o que chamou de “escolha seletiva” do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, ao manter sob sigilo parte dos documentos.

No caso de Zanin, o pedido foi para acesso direto à mídia que contém a íntegra do material extraído do celular de Vorcaro, apreendido na primeira fase da Compliance Zero. O ministro afirmou que o conteúdo está diretamente relacionado ao julgamento marcado para a próxima terça-feira (15), quando o plenário deve analisar um relatório da Polícia Federal que aponta ligações entre Vorcaro e Moraes.

Fachin marcou a sessão após pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que quer a anulação do relatório sobre Moraes sob o argumento de que Mendonça não tinha competência para autorizar a investigação contra um colega. Até o momento, o STF não informou como será o rito do julgamento, nem se a sessão será aberta ou fechada, ou se Moraes participará da análise.

Na noite de quinta-feira (10), por determinação de Fachin, Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados ao Banco Master, mantendo em segredo apenas o material que possa prejudicar diligências e novos procedimentos. Com isso, os processos passaram a ficar acessíveis aos demais magistrados e ao público, embora permaneçam sob sigilo documentos considerados sensíveis.

Com informações da Agência Brasil

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