Sionei Ricardo Leão
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Uma vitória da candidata do PSC ao GDF, Weslian Roriz, nas eleições de domingo pode provocar nova crise institucional e deflagrar a insegurança jurídica do DF. Como o registro da concorrente está sendo contestado pelo Ministério Público Eleitoral, há possibilidades concretas de que os votos que receber domingo sejam invalidados. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) julga sábado se impugna ou não a candidatura de Weslian.
Pelas regras em vigor, qualquer eleição para ser legal precisa contar com a maioria absoluta dos votos considerados válidos, o que significa 50% mais um. Weslian, ainda que seja aprovada pelo TRE-DF, não impede uma possível representação do MPE ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Isto já aconteceu, por sinal, com a candidata ao Senado pela coligação de Weslian, Maria de Lourdes Abadia. A candidatura da tucana foi aprovada no TRE-DF, mas o MPE recorreu ao TSE, que terminou por impugná-la.
Essas suposições levam à seguinte equação: 1º) se Weslian tiver uma votação inexpressiva e a eleição se decidir no primeiro turno a favor de qualquer outro candidato, tudo acaba; 2º) mas se conseguir ir para o segundo turno – ou até mesmo vencer o pleito –, se envolve numa longa batalha jurídica.
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