Marina Marquez
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A suspensão da contratação de servidores pelo Governo do Distrito Federal (GDF) até encontrar uma medida para não atingir o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) colocou o secretário de Governo, Paulo Tadeu, em contradição. Em um vídeo a que o Jornal de Brasília teve acesso, próximo do período eleitoral o secretário, então deputado distrital, afirmou que os concursados poderiam contar com o PT para a nomeação e posse nos cargos conquistados. E avisou que o cenário econômico não seria problema para os gastos com pessoal.
“A economia não vai ser problema, não vai ser desculpa. Estou falando como membro da Comissão de Economia, Orçamento e Finança (Ceof). Nós temos essas projeções, projeções extremamente realistas, nada que seja em cima de questões que não deem segurança para a gente”, disse o hoje secretário, em junho do ano passado.
A declaração de Tadeu foi durante audiência pública na Câmara Legislativa sobre os concursados das secretarias de Justiça e de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sejus/Sedest).
Ele garantiu apoio ao que chama de “luta justa e necessária” e se colocou a disposição para procurar o então governador, Rogério Rosso. “Vamos pedir uma audiência com o governador para que se possa inserir o maior número de contratados em 2010. E, para o ano de 2011, é isso que estamos fazendo com a emenda aprovada na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) agora e emenda aprovada na LOA (Lei Orçamentária Anual) semestre que vem”.
Na edição de ontem do JBr, o secretário afirmou que a situação das contas do GDF com pessoal é grave e enquanto medidas não forem adotadas para evitar atingir a LRF, haverá um “freio de arrumação nas contratações”.
A presidente da comissão de concursados da Sejus, Tatianna Felix, que esteve com Paulo Tadeu na audiência de que trata o vídeo, não entende a mudança drástica de postura do governo. “Primeiro, nos afirmam em campanha que crianças e adolescentes seriam prioridade. O que aconteceu? Na campanha há apoio a todos os concursados, de todas as áreas, há dinheiro sobrando. E agora suspende tudo?”, questionou.
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