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Política & Poder

Urnas eletrônicas terão dispositivo à prova de fraudes

Arquivo Geral

01/08/2010 11h50

Sionei Ricardo Leão

sionei.leao@jornaldebrasilia.com.br

 

As urnas eletrônicas terão um dispositivo a mais de segurança nas próximas eleições. Cada equipamento será dotado de uma assinatura digital criptografada para evitar fraudes. O hash de 128 bits, que será utilizado, já é adotado pela Nasa (Agência Espacial Americana) e pelo FBI (Escritório Federal de Investigação, equivalente à Policia Federal norte-americana).

 

Nas últimas eleições, o sistema de criptografia era instalado apenas no cartucho que capta os dados dos votos. Desta vez, segundo o secretário de tecnologia do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Ricardo Negrão, a urna também será provida da assinatura digital.  “Com esses mecanismos, se ocorrer de uma urna ser roubada, o autor do crime não terá qualquer possibilidade de decifrar as informações que foram depositadas nela”. 

 

As assinaturas digitais da urna e do cartucho, que armazena os dados, só podem ser decifradas no dia 3 de outubro depois de uma autorização do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Enrique Ricardo Lewandowski. Somente ele possui uma espécie de cadeado digital, que permite o acesso aos dados. “Isso ocorre em horário que não é de conhecimento geral, é sigiloso”, complementa Negrão. Somente após essa liberação, é que os tribunais regionais de todo País passam a apurar e contar os votos. 

 

Todos os programas de informática do sistema são desenvolvidos por técnicos do TSE. O Tribunal separa as equipes para que nenhum dos profissionais tenha acesso total às informações, como forma de controle da segurança dos dados. 

 

Negrão antecipa que o TRE-DF vai promover em 13 de setembro o dia de lacração dos sistemas eleitorais. A operação poderá ser supervisionada por representantes de partidos políticos e de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Nós permitiremos o acesso de pessoas com conhecimento em tecnologia indicadas por essas organizações, para que possam auditar o que será feito”.

 

 

 

Leia mais na edição deste domingo (1) do Jornal de Brasília.

 

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