Leonardo Prudente: distrital do dinheiro na meia aparece em gravações sobre contratos de segurança, área em que operam suas empresas
De acordo com a gravação a que o Jornal de Brasília teve acesso, a casa alugada o Lago Sul, para encontros mais reservados, chegou a ser assaltada e R$ 100 mil foram roubados. Mas o dirigente da Qualix sequer registrou ocorrência. Segundo a gravação, a propina distribuída para funcionários da Belacap totalizava mais de R$ 300 mil.
Em um armário que ficava atrás da mesa de Fábio Simão, os policiais federais encontraram uma relação intitulada “Solicitação de Previsão de Pagamento Não Autorizada até 22/10/2009”. Os recibos e planilhas indicavam um fluxo milionário de dinheiro para as contas do Instituto Sangari, uma espécie de ONG educacional com foco em educação básica. Ao todo, sete pagamentos foram feitos e totalizaram R$ 289 milhões.
Já na casa de Fábio Simão, os policiais apreenderam anotações manuscritas, entre elas, na página do dia 1º de janeiro, valores relacionados à “nova reserva na executiva e novo débito” e anotações de “reembolso bilhete Arruda”. Na mesma página está grampeado um recado com anotações de nomes e valores, entre eles “900 Arruda”. Na página do dia 22 de janeiro contam anotações manuscritas, de nomes e valores, entre elas “17.700 Arruda”.
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