A madrugada deve ser longa para os deputados distritais. Amanhã começa o recesso parlamentar na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), viagra e os distritais precisam terminar de votar ainda na sessão de hoje cerca de 51 itens, entre eles 39 projetos de lei.
O último item da pauta é a a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que dá orientações sobre como serão os gastos do governo no próximo ano, a previsão é que ela só seja votada entre meia-noite e 01h. As atividades legislativas só devem ser retomadas no legislativo distrital daqui um mês, no dia 02/08.
Os distritais pretendem aproveitar de maneira diferente o período de recesso. Para o deputado Leonardo Prudente (DEM), o período será para descanso e se reunir com as bases. “Tirarei 15 dias de férias, e me reunirei com as bases. Quem usar o tempo apenas como férias terá menos chance de ser reeleger nas próximas eleições.” comentou.
Prudente comentou ainda sobre os trabalhos do primeiro semestre do ano. ” Nesse semestre votamos mais de 70 projetos de lei entre eles 31 do poder executivo e 39 do legislativo. Aprovamos projetos importantes como o passe livre estudantil, a regularização de terrenos de igrejas e o plano de saúde para todos os servidores do GDF” comemorou.
Já José Antônio Reguffe (PDT), pretende utilizar o período sem atividade na Câmara Legislativa para prestar contas. “Vou prestar contas aos meus eleitores nesse período. No próximo semestre vou tentar aprovar um projeto de lei que reduz de 75 para 30 dias, os recessos parlamentares, 20 dias no final do ano e 10 no mês de julho”.
A líder do governo na Câmara, Eurides Brito (PMDB) disse que os principais projetos já foram votados, ou ficarão para o segundo semestre. “Tudo que era urgente já foi votado, exceto os vetos do governador ao Plano de Ordenamento Territorial do DF (PDOT), que ficarão para o para o 2º semestre”.
A líder lamentou apenas o atraso no início da sessão de hoje. Os trabalhos deveriam começar às 15h, mas iniciaram com duas horas de atraso. “Muitos colegas por saber que a sessão de hoje avançaria pela madrugada preferiram resolver outras coisas antes de vir pra cá, isso atrasou muito o começo dos trabalhos”.
A respeito da quantidade de projetos enviados pelo executivo aos distritais ela disse não haver excessos. “Não há imposições, a palavra final é sempre da Câmara”. Ela admitiu que o executivo tem reclamado pelo excesso de emendas mas disse não haver desgaste com o governo. “Não há desarmonia, cada poder é harmônico e independente” concluiu.