Aproximadamente às 17h30 desta quinta-feira (21) terminou a sessão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que definiu que o ex-procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, a promotora Deborah Guerner e o marido dela, Jorge Guerner, vão responder pelo crime de extorsão. Durval Barbosa, Marcelo Carvalho, Paulo Octávio e a ex-assessora de Durval Barbosa, Cláudia Marques também são considerados corréus no mesmo crime.
A votação para que o trio respondesse criminalmente foi unânime contra o casal Guerner, mas contra Bandarra, o desembargador Jirair Mengueriam votou para que o ex-procurador-geral não respondesse criminalmente pelas acusações. De acordo com ele, não existem provas da participação de Bandarra e Marcelo Carvalho na extorsão.
Os réus vão responder criminalmente por terem recebido R$ 2 milhões do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para não divulgarem um vídeo em que ele aparece oferecendo propinas.
A segunda denúncia de quebra de sigilo, em que será definido se Leonardo Bandarra, Deborah Guerner e Jorge Guerner vão responder criminalmente por vazamento de informações de uma das principais investigações do Ministério Público, a Operação Megabyte, não foi decidido ainda. De acordo com a Corte de Desembargadores, o dia foi muito exaustivo e por isso a segunda denúncia será votada no dia 18 de agosto.
Pela manhã, durante a sessão, a promotora Debobah Guerner passou mal e chegou a desmaiar. Jorge Guerner também apresentou problemas e teve uma crise de pressão alta.
De acordo com o boletim médico da promotora, Deborah foi admitida muito agitada e por vezes se referiu ao marido dizendo que ele ia morrer, já que apresentava um quadro de Acidente Cardiovascular (AVC).
Deborah foi medicada com um comprimido de Rivotril de dois miligramas e aproximadamente às 12h35 já estava calma, lúcida e orientada. A paciente foi liberada às 12h40, mas solicitou uma cadeira de rodas para deixar o local e chegar ao carro.
Casal Guerner
Em junho, o TRF da 1ª Região rejeitou, por unanimidade, um recurso da promotora Deborah Guerner em que ela pedia para que fosse reconhecida sua insanidade mental. A promotora é acusada de envolvimento no esquema de corrupção e distribuição de propinas, envolvendo autoridades do governo do Distrito Federal e empresários. Além disso, no final de abril, a promotora e Jorge Guerner foram presos por terem forjado exames médicos que comprovariam sua insanidade mental.