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Política & Poder

Três deputados disputam a Presidência da Câmara

Arquivo Geral

22/01/2013 12h12

O prazo para o registro de candidaturas aos cargos da Mesa Diretora  da Câmara termina no dia 1º de fevereiro, às 19 horas. Até este momento, nenhuma candidatura à Presidência da Casa foi formalizada, mas três deputados demonstraram a intenção de disputá-la: Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Júlio Delgado (PSB-MG) e Rose de Freitas (PMDB-ES).

 

O deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) havia anunciado sua intenção de disputar o cargo, mas na tarde de ontem desistiu da candidatura e decidiu apoiar Henrique Eduardo Alves.

 

O Regimento Interno permite que qualquer deputado seja candidato à Presidência. Para os outros cargos da Mesa, no entanto, há uma regra restritiva, que é integrar a legenda ou bloco partidário com direito à vaga.

 

A divisão de cargos é determinada a partir dos tamanhos das bancadas (princípio da proporcionalidade partidária) e de acordos entre as legendas.

 

Mudança

Desde a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) para a Presidência da Câmara, em 2005, os partidos mudaram sua estratégia. O partido que tinha a maior bancada e o direito regimental à vaga na época era o PT, que teve dois candidatos: Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Virgílio Guimarães (MG), que disputou de forma avulsa, sem o apoio formal da bancada.

 

Com a divisão de votos do PT, Severino conseguiu ser eleito, mas renunciou em setembro daquele ano para evitar um processo de cassação.

 

Desde então, nas eleições posteriores para a Mesa o cargo da Presidência foi a última escolha dos partidos, pois qualquer candidato pode vencer a disputa. As legendas, portanto, preferem garantir os outros 10 cargos e disputar no voto, depois de negociações e acordos, a Presidência da Casa.

 

Composição

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Casa. Compõe-se da Presidência (presidente e dois vice-presidentes) e da Secretaria — formada por quatro secretários e quatro suplentes. Os membros efetivos da Mesa não podem ser líderes de bancadas nem fazer parte de comissões permanentes, especiais ou de inquérito.

 

O presidente da Casa representa a Câmara dos Deputados quando ela se pronuncia coletivamente e supervisiona seus trabalhos e sua ordem. Entre as suas atribuições, estão a de substituir o presidente da República, na ausência do vice; e a de integrar os conselhos da República e de Defesa Nacional.

 

O 1º vice-presidente da Câmara substitui o presidente em suas ausências ou impedimentos e elabora pareceres sobre os requerimentos de informações e os projetos de resolução.

 

Por sua vez, o 2º vice-presidente examina pedidos de ressarcimento de despesas médicas dos deputados; exerce a função de corregedor; e promove a interação institucional entre a Câmara e os órgãos legislativos dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

 

O 3º secretário controla o fornecimento de passagens de transporte aéreo aos deputados; examina os pedidos de licença e justificativa de faltas; e exerce a função de corregedor-substituto.

 

Já o 4º secretário supervisiona o sistema habitacional da Câmara. Ele distribui as unidades residenciais para uso dos deputados; propõe à Mesa a compra, venda, construção e locação de imóveis; e encaminha, à diretoria-geral, concessões de auxílio-moradia aos deputados que não ocupam imóveis funcionais.

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    Arquivo Geral

    22/12/2012 9h05

    Três deputados já se lançaram candidatos à presidência da Câmara em substituição a Marco Maia (PT-RS). Concorrerão com o peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN), que faz campanha há dois anos, os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), que se lançou na quinta-feira, e Rose de Freitas (PMDB-ES), que comunicou ser candidata durante sessão da Câmara realizada na sexta-feira.

    Henrique Alves é o atual líder do PMDB; Delgado é o quarto secretário da Câmara e Rose é vice-presidente. O primeiro vem fechando acordos com as grandes bancadas e tem o apoio oficial do PT, PMDB, PR, PPS, PSD e PP, entre outros partidos. Os dois concorrentes tentam ganhar votos por fora. Delgado investe, principalmente, nos partidos menores e no time de futebol da Casa, que tem, entre outros, os deputados Romário Farias (PSB-RJ) e Danrlei de Deus (PSD-RS), ambos ex-profissionais.

    O peemedebista tem procurado ficar longe de todos os problemas que envolvem a Câmara. A respeito da possibilidade de prisão de três parlamentares condenados no mensalão – João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) – , chegou a dizer que não entraria no assunto. Mas, nos bastidores, já disse aos deputados condenados no processo do mensalão que não levará adiante qualquer processo para lhes tomar os mandatos.

    Delgado tornou-se candidato mesmo com a resistência do presidente de seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ao se apresentar, na quinta-feira, entregou aos parlamentares uma carta redigida pela bancada do PSB. Os socialistas argumentam que a candidatura de Delgado significa renovação. “Avaliamos que uma candidatura única impede o debate interno e impõe a manutenção de um modelo de gestão já esgotado”, diz o texto, numa crítica a Henrique Alves.

    Rose de Freitas também se apresentou como renovação em discurso feito na sexta-feira, no plenário da Câmara, embora, como Delgado, seja da atual Mesa Diretora. “Eu quero dizer que só me coloco à disposição para mudar, não para escrever em currículo presidente da Casa, porque interinamente já o fui várias vezes. Mas, se é para mudar e se todos os que estão à minha volta estão com esse intuito, vamos à luta, vamos mudar esta Casa”, disse a deputada. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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