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TRE do Paraná nega relação com instituto chamado por PL a auditar voto

A corte, no entanto, diz que tal ligação não existe. “Não há nenhum vínculo ou relação do tribunal com a entidade”, declara, por meio de sua assessoria

Por FolhaPress 05/07/2022 2h34

Fábio Zanini

Diretor do instituto chamado pelo PL para auditar a eleição, o engenheiro Carlos Rocha apresenta como credencial para o sistema de conferência de voto eletrônico que defende uma suposta chancela do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

A corte, no entanto, diz que tal ligação não existe. “Não há nenhum vínculo ou relação do tribunal com a entidade”, declara, por meio de sua assessoria.

Rocha defende a criação de um certificado digital para o voto, que poderia ser conferido pelo eleitor na tela e eventualmente impresso. A alternativa foi criada pela associação Grita!, da qual ele é um dos fundadores.

“A solução do Grita! foi validada pelo TRE do Paraná e apresentada ao TSE, TCU, à deputada Bia Kicis e outros parlamentares e à Associação Nacional de Certificação Digital”, disse ele em mensagem à Folha de S.Paulo em maio do ano passado.

No mesmo mês, em live com as deputadas bolsonaristas Bia Kicis (PL-DF), Carla Zambelli (PL-SP) e Greyce Elias (Avante-MG) e o ex-senador Magno Malta (PL-ES), repetiu o argumento. “Contamos neste trabalho com apoio e orientação do TRE do Paraná, que nos ajudou, orientou, nos mostrou os melhores caminhos”, declarou.

À coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Rocha disse que as conversas com o TRE-PR foram “informais”, entre o final de 2020 e início de 2021. Ocorreram “seis ou sete contatos” com técnicos da corte, segundo ele.

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Embora ele tenha dito anteriormente que a corte “validou” a certificação, os contatos tiveram na verdade um caráter de troca de ideias, como o engenheiro admite. “Os representantes do tribunal orientaram o melhor caminho que poderíamos seguir, o que poderia fazer mais sentido naquele momento. Discutimos ideias de melhoria, se a gente estava na direção correta”, afirma. Dessas conversas, afirma o engenheiro, surgiu a sugestão para entrar em contato com técnicos do TSE. Reuniões virtuais com representantes da corte superior ocorreram duas vezes.

No final de 2021, Rocha criou uma nova entidade, o Instituto Voto Legal, que foi contactado pelo PL para fazer o acompanhamento da eleição. Até o momento, contudo, não foi assinado contrato com o partido, diz ele.








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