O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB), tentou consertar a metáfora sobre a “partilha do pão” que utilizou ao falar com senadores da base aliada e ministros, terça-feira, em Brasília. Ao chegar em evento semelhante – um almoço oferecido ontem pelo ex-líder do PR Luciano Castro (RR) a deputados da base aliada e ministros –, Temer retificou: “Primeiro temos que partilhar esforços para ganhar a eleição. Dilma é a presidenciável, ela vai decidir o que fazer no governo dela. Não sei o que vai acontecer depois da eleição”, despistou.
Ele se mostrou embaraçado com a repercussão da declaração de terça, em que falou sobre partilhar o pão e o futuro governo com os senadores e ministros. “Sou um vice discreto. “Eu sou um vice muito discreto. Fiz essa brincadeira lá”, declarou. De fato, ontem ele buscou a discrição. Chegou ao final do almoço, por volta das 14h, “para dar um abraço no Luciano”, quando a maioria dos convidados já havia saído. Mas como a imprensa não havia dispersado, ele não escapou das perguntas na saída.
Coube ao ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e ao líder do governo na Câmara, deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), amenizar as declarações de Temer sobre a partilha do futuro governo. “Eu e todos os ministros não discutimos nada além de 31 de dezembro. Estamos com olhos e ações focados no governo. Ninguém está pensando no que vai acontecer amanhã”, afirmou Padilha. “Não estamos dividindo governo, não é hora de dividir. Os partidos que participam da aliança têm peso, mas quem definirá a equipe é a presidente Dilma”, acrescentou Vaccarezza, promovendo, de antemão, a candidata.
Leia mais na edição desta quinta-feira (05) do Jornal de Brasília.