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Política & Poder

Sucessões estaduais: juntos, mas adversários

Arquivo Geral

22/04/2014 7h00

No Piauí as reviravoltas marcam o início da disputa pelo governo do estado. Depois de dois mandatos à frente do Palácio do Karnak, o senador Wellington Dias (PT) volta a disputar o Executivo piauiense. Ele havia indicado na eleição passada seu sucessor, o agora ex-governador Wilson Martins (PSB), mas acabou perdendo o apoio do antigo companheiro, que se aliou ao PSDB para se candidatar ao Senado, e indicou o deputado federal Marcelo Castro (PMDB) para a disputa do governo.

O rompimento entre Martins e o PT foi a consequência de inúmeros desentendimentos entre o partido da presidente Dilma Rousseff e a pré-candidatura do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) à presidência da República.

Com a relação estremecida e com a autorização do PMDB nacional, o deputado Marcelo Castro aceitou a candidatura e agora corre contra o tempo para viabilizar seu nome, já que boatos, classificados de mau gosto pelos governistas, dão a entender que essas seriam as intenções do atual governador Antônio José de Moraes Souza Filho, o Zé Filho (PMDB). O próprio governador nega que queira entrar na disputa é afirma que seu candidato será Marcelo Castro.

Apoio

Com as prévias marcadas para junho, o senador diz que ainda está concentrado em seu mandato de senador, mas que sua candidatura estará apoiada por pelo menos nove partidos. “Eu represento o projeto que em 2002 tirou o Piauí do último lugar entre os estados mais pobres e hoje ultrapassou outros três nessa lista. Nosso governo foi baseado no crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano, na melhoria da renda familiar e da educação, que foi a essência do nosso governo e que nos colocou em outro patamar”, afirma o ex-governador.

Por sua assessoria, Marcelo Castro, por sua vez, fala de continuidade, mas do atual projeto de governo desenvolvido por Wilson Martins e José Filho à frente do Karnak. O pré-candidato afirma que sua candidatura não sofreu intervenção da Executiva nacional do PMDB, que é coligada com o PT de Dilma e que tudo que está acontecendo foi acordado com o partido.

PSB e PSDB num impasse

Com o PT da presidente Dilma Rousseff encabeçando uma candidatura e o PMDB do vice-presidente Michel Temer a outra, o atual governo não deverá encontrar dificuldades de palanque no Piauí. “Temos duas candidaturas que dão sustentação à presidente, por isso ela não terá problemas aqui no estado. Quanto Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos, ainda há a indefinição de quem os dará palanque”, afirma Wellington Dias.

A matemática é simples, o ex-governador Wilson Martins, do PSB de Eduardo Campos, se aliou ao PSDB de Aécio Neves, deixando o PT de lado, e indicou para sua sucessão um candidato do PMDB. Com isso, os dois pré-candidatos à presidência acabaram em um impasse, que só deve ser resolvido próximo das prévias de junho.

Segundo a assessoria de Marcelo Castro, tudo foi acertado com a Executiva Nacional do PMDB. o que deve piorar ainda mais a situação para os presidenciáveis.

Cenário eleitoral

Wellington Dias foi governador entre 2003 e 2010, com o apoio do ex-presidente Lula. Se as eleições fossem hoje, o senador seria eleito no primeiro turno com 51,28% dos votos, segundo a última pesquisa de intenção de voto. O deputado federal Marcelo Castro (PMDB) e o ex-senador Mão Santa (PSC) apresentam-se tecnicamente empatados, respectivamente, com 14,78% e 14,25%.

 

 

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