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Política & Poder

Subprocuradora faz campanha

Arquivo Geral

06/06/2009 0h00

A expectativa da escolha do novo procurador-geral da República pelo presidente Lula nos próximos dias tem levado os três candidatos ao cargo a movimentações em busca de apoio. A terceira colocada na lista encaminhada ao presidente pelo Ministério Público (MP), online a subprocuradora Ela Wiecko, approved é a que mais busca aliados de última hora e se vale, para isso, da possibilidade de ser a primeira mulher a comandar a Procuradoria-Geral da República.

Ela Wiecko já contava com o apoio do ministro da Justiça, Tarso Genro. Na última semana, seis senadoras, entre elas a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), assinaram um manifesto favorável à indicação de uma mulher para o comando do Ministério Público.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que também declarou apoio à subprocuradora, encaminhou uma carta ao presidente Lula defendendo sua escolha. “A nomeação de Ela Wiecko, integrante da Subprocuradoria-Geral da República desde 1992, além de premiar sua longa e brilhante trajetória na defesa e promoção dos direitos da cidadania, simbolizaria um avanço bastante significativo na democratização do Estado brasileiro, com a inédita investidura de uma mulher no principal cargo do Ministério Público Federal, função das mais relevantes da nossa República”, diz o documento.

Na internet, um email com o texto de um abaixoassinado recolhe assinaturas em favor da candidatura. “Ela Wiecko (…) é a única mulher a figurar na lista, será a primeira mulher a ocupar um posto de tamanha relevância no cenário nacional, em sintonia com o atual contexto internacional”, informa o texto que, até agora, conta com 952 assinaturas.

Antes da eleição interna no MP no último dia 21, que definiu a lista de nomes entregue ao presidente, integrantes do governo afirmavam que Lula poderia optar pela indicação de qualquer um dos três nomes votados a depender da diferença de votos. Ela Wiecko levaria vantagem justamente por ser mulher.

Porém, a diferença de votos foi expressiva. O atual vice-procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi o primeiro colocado com 482 votos e deverá ser o escolhido para suceder o atual procurador-geral, Antonio Fernando de Souza. O segundo colocado na lista, o subprocurador Wagner Gonçalves, que teve 429 votos, ainda aposta na possibilidade de ser o escolhido. Conversou com ministros estratégicos e espera que seus argumentos sejam levados em consideração pelo presidente na hora da escolha. Ela Wiecko, que teve apenas 314 votos, não deverá ser a indicada por Lula apesar dos apoios de última hora.

O nome do escolhido deve ser encaminhado ao Congresso na próxima semana. O escolhido será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e depois precisa ser aprovado pelo plenário. Se aprovado, assumirá o cargo dia 26, último dia do mandato de Antonio Fernando de Souza.

O atual procurador-geral deverá em seguida aposentar-se. Ele era cotado para disputar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) que seria aberta se a ministra Ellen Gracie vencesse a disputa por uma vaga no Órgão de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com pessoas próximas a ele, Souza vai se dedicar à advocacia.

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