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Política & Poder

Sub-relator da CPI dos cartões vai ao Ministério Público contra Dilma Rousseff

Arquivo Geral

26/05/2008 0h00

O sub-relator de sistematização da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, rx deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), this site disse que vai protocolar hoje (26) uma representação no Ministério Público contra a ministra-chefe da Casa Civil, try Dilma Rousseff, e 13 funcionários do órgão que estariam envolvidos na elaboração do suposto dossiê de gastos presidenciais na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

“A elaboração do dossiê não é um ato criminoso. Mas é um ato imoral, ofende o princípio da moralidade constitucional”, disse o deputado.

Dilma Rousseff chegou a instaurar uma sindicância para apurar o vazamento das informações, mas, segundo o deputado, a elaboração – e não só o vazamento – deveria ter sido investigado.

“Todos que confeccionaram o dossiê fizeram um ato imoral e feriram também o princípio da impessoalidade. Todo ato administrativo tem de ser impessoal”, comentou.

Os partidos de oposição alegam que a elaboração do suposto dossiê teve como objetivo impedir a instalação da CPMI dos Cartões Corporativos e evitar a investigação dos gastos do governo com esse tipo de cartão.”Estou reunindo todas as provas de que se trata de um dossiê feito com finalidade escusa de constranger o PSDB e de impedir a instalação da
CPMI”, continuou Carlos Sampaio.

Amanhã (27), a CPI se reúne para a votação de requerimentos. A presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse que se os requerimentos não forem aprovados essa poderá ser a última reunião antes da leitura do relatório final, já pré-agendada para quinta-feira (29).

Entre os requerimentos que devem ser apreciados está o de uma acareação entre André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), e José Aparecido Pires, ex-chefe de Controle Interno da Casa Civil. Foi ele quem encaminhou por e-mail a André Fernandes a planilha com as informações dos gastos de Fernando Henrique com bebidas, alimentos e objetos pessoais.

A CPI também deve votar requerimentos de convocação do servidor do Ministério do Planejamento, Nélio Lacerda, e do funcionário do Tribunal de Contas da União (TCU), Marco Pólo Simões. Os dois participaram de almoço no Clube Naval, em Brasília, junto com André e José Aparecido. Na ocasião, Aparecido teria admitido que o suposto dossiê teria sido feito a mando da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. À CPMI, ele negou a declaração.


 

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