O Partido Pátria Livre do Distrito Federal (PPL) está sob novo comando. O filósofo e escritor João Vicente Goulart assumiu a presidência do partido na Capital Federal. Ex-deputado pelo PDT do Rio Grande do Sul, ele reside em Brasília há muitos anos.
João Vicente, filho do ex-presidente João Goulart, deposto pelo regime militar de 1964, teve seu nome lançado recentemente, como pré-candidato à Presidência da República pelo PPL, em ato realizado em São Borja, onde estão os restos mortais de seu pai e do presidente Getúlio Vargas.
O pré-candidato está em uma agenda nacional. Já visitou, além do Rio Grande do Sul, capitais nordestinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e municípios do interior de São Paulo. Ele tem como pré-candidato a vice-presidente o advogado e jurista Léo Alves da Silva, líder do Movimento Cívico Nacional e professor da Universidade Católica de Brasília.
João Vicente faz duras críticas ao atual governo que, segundo ele, “promove um verdadeiro desmonte dos direitos sociais e trabalhistas, além de adotar uma política de privatizações que afetam seriamente a soberania nacional, comprometendo o desenvolvimento do país”.
Em sua plataforma de pré-candidato, destaca-se “o combate a todo tipo de monopólio privado, nacional ou internacional, e a defesa da retomada dos investimentos públicos e da redução dos juros reais como instrumentos fundamentais para a promoção do desenvolvimento sustentável e soberano da economia brasileira”.
Embora já esteja cumprindo uma forte agenda nacional, João Vicente Goulart, com a ajuda de outros integrantes da direção do PPL local, está construindo, segundo João Vicente, “uma nominata de pré-candidatos a deputado distrital e federal baseada em nomes comprometidos com o desenvolvimento econômico e social da Capital, dentro de uma disputa equilibrada e harmônica”.
De acordo com o presidente do PPL-DF, que também acumula a função de vice-presidente nacional da legenda, “nossa linha de corte na disputa distrital está em torno de 7 mil votos e estamos comprometidos também na formação de uma chapa federal, através de coligações com partidos com os quais temos identidade, com o objetivo de eleger pelo menos um deputado federal”, argumenta.