Ao apertar a tecla para confirmar seu voto na urna, parte do eleitorado brasileiro deu sinal verde a candidatos para os quais o site Congresso em Foco acendeu o sinal amarelo, durante toda a semana passada. Dos 331 nomes que exigiam muita, muita atenção do eleitor na hora de votar, pelo menos 46 se elegeram domingo e quatro passaram para o segundo turno. Esse número pode ser maior, já que muitas candidaturas ainda estão sub judice por causa do impasse em torno da aplicação da Lei da Ficha Limpa.
Entre esses 46 candidatos eleitos com algum tipo de complicação, 31 são réus de ações penais no Supremo Tribunal Federal por crimes como formação de quadrilha, corrupção, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e contra a Lei de Licitações. Cinco já estiveram presos em operações das polícias Civil e Federal. Outros sete respondem a processo na Justiça Federal de Mato Grosso acusados de envolvimento com a chamada máfia dos sanguessugas.
Pelo menos cinco dos eleitos no domingo tiveram contra si parecer pela cassação no Conselho de Ética da Câmara ou do Senado. E outros três escaparam de ter votos anulados pela Ficha Limpa graças a liminares. Mas seus casos ainda são passíveis de novo julgamento. Esses foram os cinco critérios adotados pelo Congresso em Foco para a elaboração da lista que servia de alerta ao eleitor.
De volta
A eleição de domingo abriu caminho para o retorno ao Congresso de seis parlamentares que deixaram a Casa, na legislatura passada, sob a acusação de participar da máfia das ambulâncias. Réus na 2ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso, Nilton Capixaba (PTB-RO), Josué Bengtson (PTB-PA), Benjamin Maranhão (PMDB-PB), Paulo Feijó (PR-RJ) e Pastor Heleno (PRB-SE) conseguiram voltar à Câmara.
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