Francisco Dutra
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Bares e restaurantes brasilienses entram na Justiça hoje para tentarem vender bebidas alcoólicas e derrubar a Lei Seca Eleitoral em 31 de outubro, data do segundo turno das eleições. A alegação da ação do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar) é de que a proibição das vendas causará grande prejuízo ao setor.
O impedimento das vendas em 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições, provocou uma queda de 30% no faturamento. Só que do outro lado do balcão, órgãos de segurança consideram a Lei Seca Eleitoral importante para evitar confusões e brigas no dia do pleito.
Redigido pela Assessoria Jurídica do Sindhobar, a ação irá solicitar a suspensão total da Lei Seca ou a restrição somente para o período de votação, entre 8h e 17h. A questão será avaliada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Além da perda financeira, outro argumento utilizado pelo Sindhobar será a liminar obtida pelos supermercados para a venda de bebidas alcoólicas no primeiro turno. Segundo o Sindicato, os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná não tiveram proibição de vendas no primeiro turno e não tiveram problemas por causa da liberação do álcool.
“Eu fechei no primeiro turno. Preferi fazer do que ter que negar uma bebida para algum amigo”, conta a dona de bar Jacira Lisboa. Apesar do inegável prejuízo nas vendas, Jacira é a favor da Lei Seca.
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