O empresário e ex-secretário de Turismo do México Simón Levy afirmou nesta terça-feira (27) que Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos em uma operação que, segundo ele, teria sido articulada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. A informação foi divulgada por Levy nas redes sociais, mas não havia confirmação oficial dos governos do Brasil ou dos Estados Unidos sobre a saída do senador.
Em publicação no X, feita por volta das 15h30, Levy declarou que Flávio estaria em segurança em território americano e que passaria a liderar a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Menos de meia hora depois, o empresário afirmou que a suposta operação recebeu o nome de “Operação Alba”.
Levy é empresário e advogado e se apresenta publicamente como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do movimento MAGA, sigla em inglês para “Make America Great Again”.
A possível saída de Flávio também foi atribuída à agência de notícias Reuters, conforme publicação da Agência Brasil. Até o momento relatado, porém, não havia confirmação oficial das autoridades brasileiras ou americanas.
A Agência Brasil informou que procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não recebeu resposta.
Passaportes cancelados
O caso ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) e o proibir de deixar o país. A decisão foi divulgada pelo próprio senador nas redes sociais e integra uma investigação no STF sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.
Segundo a Agência Brasil, Flávio não entregou os documentos no prazo determinado, e a Polícia Federal cancelou seus passaportes.
Com informações da Agência Brasil