A sessão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que deve definir se o ex-procurador da Justiça, Leonardo Bandarra e a promotora Deborah Guerner vão responder criminalmente por participação em extorsões, quebra de sigilo e formação de quadrilha, foi retomada às 14h15 desta quinta-feira (21). No período da manhã, já havia sido decidida questões preliminares da questão pelos desembargadores.
No momento a relatora do caso, a desembargadora Mônica Sifuentes, esta lendo o voto dela e apresentando vídeos e fotos que integram o caso da primeira denúncia de extorsão.
Depois que todos os desembargadores votarem, eles passarão para a segunda denúncia de vazamento de informações de uma das principais investigações do Ministério Público, a Operação Megabyte.
Para abertura do processo são necessários dez votos. O Ministério Público e a defesa já apresentaram as considerações e a corte decide agora se recebe ou não as denúncias relativa à conduta dos envolvidos na operação Caixa de Pandora.
A sessão, que acontece com portas abertas, foi interrompida na manhã desta quinta-feira (21), às 12h.
Durante a sessão aproximadamente às 11h, a promotora Debobah Guerner passou mal e desmaiou e o marido dela e também um dos acusados, Jorge Guerner teve uma crise de pressão alta.
De acordo com o boletim médico da promotora, Deborah foi admitida muito agitada e por vezes se referiu ao marido dizendo que ele ia morrer, já que apresentava um quadro de Acidente Cardiovascular (AVC).
Deborah foi medicada com um comprimido de Rivotril de dois miligramas e aproximadamente às 12h35 já estava calma, lúcida e orientada. A paciente foi liberada às 12h40, mas solicitou uma cadeira de rodas para deixar o local e chegar ao carro.
Casal Guerner
Em junho, o TRF da 1ª Região rejeitou, por unanimidade, um recurso da promotora Deborah Guerner em que ela pedia para que fosse reconhecida sua insanidade mental. A promotora é acusada de envolvimento no esquema de corrupção e distribuição de propinas, envolvendo autoridades do governo do Distrito Federal e empresários. Além disso, no final de abril, a promotora e Jorge Guerner foram presos por terem forjado exames médicos que comprovariam sua insanidade mental.