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Política & Poder

Serra de costas para Roriz

Arquivo Geral

18/08/2010 9h40

Isabel Paz e 

Carla Rodrigues

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, furtou-se ontem  a fazer comentários sobre a formação de seu palanque no DF. Em sabatina no XX Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, promovido pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), aproveitou para detalhar seu plano de governo para atender a Saúde. Ainda teve a chance de atacar sua adversária, Dilma Rousseff (PT), mas não deu uma única palavra sobre sair em campanha ao lado do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

 

 

O colégio eleitoral do DF parece não ser o alvo de Serra. Com viagens agendadas para subir em palanques de todo o País, Brasília e regiões administrativas sofrem a ameaça de não serem contempladas pelo tucano. Na breve passagem pela cidade, o presidenciável evitou falar da composição do palanque local, ao lado de Roriz. Quando questionado, disparou: “O quê? Ah, não vou falar disso”, irritou-se.

 

Com uma explanação de aproximadamente 30 minutos, o ex-ministro da Saúde do governo de Fernando Henrique Cardoso relembrou programas implementados por ele à época e garantiu, se eleito, dar prioridade à área.

 

“A Saúde está em uma situação absolutamente crítica e de colapso”, atacou. Conforme destacou, a previsão é de investir R$ 12 bilhões em quatro anos de governo. Dentre as prioridades, Serra garantiu que vai implantar 154 ambulatórios em todo o País, visando desafogar o fluxo dos grandes hospitais. “Será uma melhor distribuição regional de atendimento”. Além disso, garantiu investir também nas entidades filantrópicas.

 

Segundo dados da CMB, em 2009 tais organizações sem fins lucrativos tiveram R$ 5,9 bilhões de prejuízo. Ou seja: endividamento para cobrir a falta de investimentos da União. “Público não é só o que é governamental”, explicou. Ressaltou ainda que em 56% dos casos, essas entidades são a única instituição hospitalar dos municípios.

 

Na explanação, aproveitou para atacar Dilma, a quem culpou de copiar programas anteriormente apresentados por ele. “Tenho feito proposta e daqui a um, dois meses, vem a candidata do PT e faz essa mesma proposta”, reclamou. “Gostaria de pelo menos ter o direito autoral”, completou, ironicamente.

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (18) do Jornal de Brasília.

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