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Política & Poder

Senador Paim: abolição da escravidão ainda inconclusa após 138 anos

Em pronunciamento no Plenário, Paulo Paim destaca desigualdades raciais persistentes e defende políticas de inclusão social.

Redação Jornal de Brasília

13/05/2026 16h57

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Paulo Paim afirmou, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (13), que a abolição da escravidão no Brasil permanece ‘inconclusa’, ao lembrar os 138 anos da assinatura da Lei Áurea. Ele destacou as desigualdades ainda enfrentadas pela população negra, especialmente em emprego, violência e salários.

Paim apontou que, após a libertação em 1888, o povo negro foi jogado à margem da sociedade, sem acesso a saúde, educação, moradia, emprego e dignidade. ‘Não há nação com racismo, não há democracia com racismo, não há vida com racismo’, declarou o parlamentar.

Para ilustrar as disparidades, o senador citou dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Atlas da Violência de 2024, que mostram a população negra como a mais afetada por desemprego, diferenças salariais e altos índices de homicídios.

Paim defendeu a ampliação de políticas públicas de inclusão social e ações afirmativas. Ele elogiou iniciativas aprovadas, como o Estatuto da Igualdade Racial e a Lei de Cotas, e pleiteou novas medidas, incluindo a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

‘Segundo ele, essas ações podem ampliar o acesso a direitos e melhorar as condições de vida da população. Queremos qualidade de vida, jornada decente para todos, sejam negros, brancos, indígenas, quilombolas, mulheres, idosos, enfim, para todos. Queremos, sim, que seja aprovado o fim da jornada da 6×1’, concluiu o senador.

Com informações da Agência Senado

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