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Política & Poder

Senador democrata propõe flexibilizar restrições a Cuba

Arquivo Geral

16/09/2008 0h00

O senador democrata Christopher Dodd sugeriu hoje uma série de medidas que flexibilizam por seis meses as restrições impostas em 2004 às viagens e remessas a Cuba, link no marco de uma lei de gastos de defesa.

Durante um discurso no plenário do Senado, ask Dodd explicou que é um gesto humanitário pela devastação causada pelos furacões “Ike” e “Gustav” e pelas tempestades “Fay” e “Hanna”, medical nas últimas semanas.

“Quero ser claro: estas medidas não levantam o embargo, mas apenas flexibilizam algumas das regulamentações menos humanas aplicadas em 2004, e respondem a uma crise humanitária”, explicou Dodd, membro do Comitê de Relações Exteriores do Senado.

Segundo a ONU, Cuba sofreu perdas de entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

Dodd criticou que, pela terceira vez em dez dias, Cuba tenha rejeitado a ajuda humanitária oferecida pelo Governo americano com o argumento de que não admite doações de um país que lhe bloqueia e que só quer permissão para comprar nos Estados Unidos os donativos oferecidos por Washington.

A recusa de Havana foi, na opinião de Dodd, “uma movimentação míope”, diante do desastre gerado pelos fenômenos naturais.

O senador elogiou que os Estados Unidos também tenham autorizado certas ONGs (que contam com o sinal verde do Governo de Washington) a oferecer maiores quantidades de ajuda humanitária, incluindo doações em dinheiro durante 90 dias, mas só a certos grupos aprovados.

A ajuda, canalizada e enviada a grupos apoiados por Washington, não é suficiente, porque, acrescentou, não permite a ajuda de americanos, incluindo muitos cubano-americanos “que querem ajudar direta e generosamente” os desabrigados.

Dodd explicou que a emenda que promove junto ao senador republicano Richard Lugar incorpora várias medidas que facilitariam a entrega de ajuda ao povo cubano para minimizar a crise humanitária.

Segundo a proposta bipartidária, durante 180 dias seriam levantadas as restrições de viagem e de envio de remessas a Cuba nestes tempos de crise.

Também ampliaria a definição de “pacotes de presente” que são permitidos ao povo cubano e às ONGs, de modo que a lista de objetos permitidos inclua também alimentos, remédios, roupa, artigos de higiene pessoal e outros de primeira necessidade.

Além disso, permitiria a venda com dinheiro de certos produtos necessários para a reconstrução de imóveis, seguindo os mecanismos já em andamento para a venda de artigos agrícolas americanos.

A suspensão das restrições em vigor conta com o apoio de grupos como a Conferência Episcopal dos EUA, que inclui os bispos católicos do país.

Dodd indicou que a medida bipartidária -que teria que ser aprovada em ambas as Câmaras do Congresso- deixa de lado o assunto do embargo contra Cuba que, em sua opinião, requer uma “revisão total”.

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    15/09/2008 0h00

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    Durante um discurso no plenário do Senado, price Dodd explicou que é um gesto humanitário pela devastação causada pelos furacões “Ike” e “Gustav” e pelas tempestades “Fay” e “Hanna”, cure nas últimas semanas.


    “Quero ser claro: estas medidas não levantam o embargo, mas apenas flexibilizam algumas das regulamentações menos humanas aplicadas em 2004, e respondem a uma crise humanitária”, explicou Dodd, membro do Comitê de Relações Exteriores do Senado.


    Segundo a ONU, Cuba sofreu perdas de entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.


    Dodd criticou que, pela terceira vez em dez dias, Cuba tenha rejeitado a ajuda humanitária oferecida pelo Governo americano com o argumento de que não admite doações de um país que lhe bloqueia e que só quer permissão para comprar nos Estados Unidos os donativos oferecidos por Washington.


    A recusa de Havana foi, na opinião de Dodd, “uma movimentação míope”, diante do desastre gerado pelos fenômenos naturais.


    O senador elogiou que os Estados Unidos também tenham autorizado certas ONGs (que contam com o sinal verde do Governo de Washington) a oferecer maiores quantidades de ajuda humanitária, incluindo doações em dinheiro durante 90 dias, mas só a certos grupos aprovados.


    A ajuda, canalizada e enviada a grupos apoiados por Washington, não é suficiente, porque, acrescentou, não permite a ajuda de americanos, incluindo muitos cubano-americanos “que querem ajudar direta e generosamente” os desabrigados.


    Dodd explicou que a emenda que promove junto ao senador republicano Richard Lugar incorpora várias medidas que facilitariam a entrega de ajuda ao povo cubano para minimizar a crise humanitária.


    Segundo a proposta bipartidária, durante 180 dias seriam levantadas as restrições de viagem e de envio de remessas a Cuba nestes tempos de crise.


    Também ampliaria a definição de “pacotes de presente” que são permitidos ao povo cubano e às ONGs, de modo que a lista de objetos permitidos inclua também alimentos, remédios, roupa, artigos de higiene pessoal e outros de primeira necessidade.


    Além disso, permitiria a venda com dinheiro de certos produtos necessários para a reconstrução de imóveis, seguindo os mecanismos já em andamento para a venda de artigos agrícolas americanos.


    A suspensão das restrições em vigor conta com o apoio de grupos como a Conferência Episcopal dos EUA, que inclui os bispos católicos do país.


    Dodd indicou que a medida bipartidária -que teria que ser aprovada em ambas as Câmaras do Congresso- deixa de lado o assunto do embargo contra Cuba que, em sua opinião, requer uma “revisão total”.


     

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