Sarney, acusado, entre outras coisas, de tráfico de influência, negou as denúncias e hoje esteve presente da abertura das sessões, mas se ausentou depois, aparentemente para ficar com a mulher, Marly, que acaba de ser operada devido a problemas de saúde.
O presidente do Senado não chegou a escutar as vozes que exigiam sua renúncia, mas descartou ter pensado nessa possibilidade.
“Renúncia não existe”, afirmou Sarney a jornalistas após abandonar o plenário.
No Senado, o primeiro a pedir que Sarney deixe o cargo foi o senador Flávio Arns (PT-PR).
“O PT continua pensando que o senador Sarney deve deixar a Presidência para que haja transparência e clareza nas investigações”, afirmou.
O ataque mais duro contra o presidente da Casa partiu do senador Pedro Simon (PMDB-RS).
“Peço que o senador Sarney renuncie, porque se isso não acontecer, será o que Deus quiser”, declarou na tribuna.
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) correu em defesa de Sarney e começou a discutir com Simon, o que exigiu a intervenção do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL). EFE