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Política & Poder

Sem rival no debate, uma exposição de programas de Rollemberg

Arquivo Geral

24/10/2018 7h00

Atualizada 23/10/2018 23h14

Foto: Sergio Alberto/Assessoria Rollemberg

Eric Zambon
eric.zambon@grupojbr.com

O púlpito vazio ao lado de Rodrigo Rollemberg (PSB), durante o debate no SBT Brasília, na noite de ontem, foi o retrato de como o governador chega para a reta final do período de eleição. Com poucos aliados políticos de peso restantes em sua campanha – o distrital Chico Leite (Rede) foi o último a abandoná-lo – não sobrou nem adversário para o Chefe do Executivo confrontar nos debates.

Divulgado ontem, o levantamento do Ibope voltou a colocar Ibaneis (MDB) com 75% dos votos válidos contra 25% de Rollemberg. Folgado na liderança, o emedebista, que vinha sofrendo críticas e acusações do governador em todos os encontros, decidiu se retirar dos confrontos e diminuiu até o ritmo de sua agenda política.
Restou ao candidato à reeleição, portanto, expor sem interlocutor no debate de ontem e voltar as atenções a seu próprio programa de governo.

Corpo a corpo

Na manhã de ontem, ele visitou a Feira dos Importados de Taguatinga, onde fez promessas similares às já feitas em eventos parecidos. Desde o início do segundo turno, Rollemberg já visitou seis feiras e, em todas, prometeu aprimorar a infraestrutura dos locais já estabelecidos e construir mais espaços de comercialização. “Vamos ter uma nova feira na Estrutural, no Riacho Fundo II, e refazer a cobertura desta daqui, colocar banheiros”, disse, durante a visita.

Essa tem sido uma trincheira de apoio que Rollemberg, com apoio de lideranças comunitárias e representantes de associações de comerciantes, conseguiu trabalhar nas últimas semanas. Ele também angariou suporte de candidatos militares, como o ex-lutador do UFC Paulo Thiago “Caveira” (PTC), e de prsidentes de cooperativas habitacionais.

Durante sua agenda, nas ruas, além das reiteradas acusações de abuso de poder econômico e de compra de votos contra Ibaneis, sua política de moradia, tendo distribuído mais de 60 mil escrituras nos últimos quatro anos, tem sido o carro-chefe. Por conta disso, sua principal proposta esta semana foi a criação de 50 mil novas habitações populares.

Em complemento, o governador fez o compromisso de conceder a 10 mil famílias da fila de espera da Companhia de Habitação do DF (Codhab) um aluguel social de R$ 600 até serem contempladas com uma casa.

Sua estratégia passa por recuperar os votos perdidos em regiões onde ele costumava ir bem, como o Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. Durante uma reunião de seus correligionários, a “traição” da população foi até alvo de ressentimento por parte da candidata a deputada federal e ex-governadora Maria Abadia (PSB).

Sem voto presidencial

Outro ponto crucial de sua campanha tem sido não se vincular a nenhum dos presidenciáveis para não fechar portas no eleitorado local. Liberado por seu partido, que deu apoio a Fernando Haddad, evitou ficar com o petista, mas também não garantiu voto em Jair Bolsonaro.

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