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Política & Poder

Secretaria desenvolve plano de políticas públicas de longo prazo para esquecer o passado

Arquivo Geral

02/03/2011 7h32

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

O GDF tem um histórico de trabalhar sem agenda estratégica e de longo prazo. O diagnóstico é do secretário de Assuntos Estratégicos, Newton Lins, que atribui aos governos anteriores o fato de que as ações sempre foram norteadas pelo imediatismo e pelos achismos. Para tirar a administração pública da roleta russa gerencial, ele trabalha justamente para criar um plano de ações de longo prazo.

 

“Nestes 50 anos de Brasília, nós não tivemos um governo que traçasse estratégias para a capital. E como disse Sêneca: ‘Nenhum vento auxilia a nau que não sabe a que porto se dirige’”, filosofou.

 

Newton sentencia que a falta de uma agenda estratégica acaba causando prejuízo para os cofres públicos. De acordo com secretário, os fiascos do Pro-DF, Projeto Orla, Polo de Cinema, Porto Seco e Polo de Modas são os maiores exemplos de recursos públicos jogados fora.

 

“O governante tem um sonho, que acha que vai dar certo. Investe milhões. Muita gente sai lucrando com esses projetos. Mas, depois de dez anos, ninguém mais sabe desse projeto e nem para onde foi o dinheiro público. O Pro-DF está sendo investigado pelo governo. Sobre o Projeto Orla, agora é que estão vendo se tem como levá-lo adiante. Me diga um cineasta ou um grande filme que saiu do Polo de Cinema? Muito se falou que o Porto Seco iria trazer milhares de empregos para o DF. Que empregos foram gerados? O brasiliense nem sabe onde fica esse porto”, criticou. Para tentar colocar um ponto final nessa sequência de desperdícios, a Secretaria pretende, ao longo dos próximos meses, começar a implantar uma agenda, em parceria com as demais pastas.

 

Plano Plurianual

Para isso, o secretário espera fortalecer o Plano Plurianual. Nele estão inseridas as estratégias de longo prazo. A isto soma-se o fato de que todos os projetos serão submetidos a uma análise de cenário para verificar se têm condições de gerar resultados concretos.

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (02) do Jornal de Brasília

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