A ativista bolsonarista Sara Fernanda Giromini é alvo do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro. O órgão abriu investigação para apurar se houve irregularidade no uso de R$ 25 milhões do fundo eleitoral nas eleições de 2018. A informação é do jornal O Globo.
Sara Winter, como se denomina, foi candidata à deputada federal no Rio pelo DEM, mas acabou não eleita. A ativista não prestou contas no final das eleições, como a legislação exige. Sara teria apresentado apenas os comprovantes de transferência bancária, mas não mostra comprovantes e notas fiscais de prestação de serviços contratados.
Por isso, a Justiça Federal rejeitou a prestação. O TRE-RJ confirmou esta rejeição de contas em julgamento em 21 de agosto de 2019 e determinou que Sara devolveu os R$ 25 mil recebidos do fundo eleitoral.
Procurada, a defesa de Sara Winter não foi localizada para manifestar respeito ao assunto.
Fake news
Sara Winter também é investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no chamado inquérito das fake news. A ativista é acusada de usar de informações falsas para atacar o Supremo e demonstrar apoio ao presidente Jair Bolsonaro. No mês passado, a Polícia Federal fez buscas na residência dela.