Sionei Ricardo Leão
sionei.leao@jornaldebrasilia.com.br
O índice de rejeição será decisivo para definir quem será o próximo governador do Distrito Federal. Cientistas políticos avaliam que o candidato que tiver mais condições de vencer as resistências históricas e ideológicas contra o seu grupo político tende a ser o vencedor nas urnas em 3 de outubro, uma vez que a campanha está polarizada entre Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT).
A última pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Dados, e publicada pelo Jornal de Brasília em 5 de setembro, por exemplo, aponta que Joaquim Roriz é líder em rejeição no DF. Neste levantamento, realizado entre os dias 28 de agosto e 3 de setembro, 33,6% do eleitorado rejeitam o ex-governador, que tem apenas 24,2% das intenções de voto. Agnelo, pelo contrário, tem rejeição de apenas 15,8% e apoio de 30,5% dos entrevistados na pesquisa espontânea.
A consultora de marketing político Zeniceia de Assis ressalta que a disputa entre Roriz e o PT, em Brasília, traz uma bagagem de amor e ódio. “É quase como torcida de futebol. Tem gente que não vota de jeito algum no Roriz e outro grupo se recusa a apoiar o PT sob qualquer pretexto”.
No caso dos rorizistas, Zeniceia usa o conceito do “voto de gratidão”. Ela considera que há várias pessoas que declaram ter aderido ao candidato porque ganhou uma casa ou um lote dele. “Com essa política, Roriz cultivou a maior Samambaia do mundo”, disse a consultora, fazendo um trocadilho entre o nome da planta e o da cidade do DF. “Roriz é um fenômeno como Sarney, no Maranhão, e Siqueira Campos, no Tocantins”, compara Zeniceia.
Leia mais na edição desta segunda-feira (13) do Jornal de Brasília.