Isabel Paz
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Adecisão do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, na madrugada de ontem, abalou o entusiasmo de Joaquim Roriz. Horas depois, em sabatina promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do DF, o ex-governador mudou pela primeira vez o tom do discurso, tornando-o mais cuidadoso e tratando da sua eleição no condicional.
“Se a decisão do Supremo for contrária, volto para o o setor rural”, admitiu Roriz, que já assume a possibilidade de não ter o registro para concorrer ao GDF em outubro, apesar de reafirmar ser candidato. “Não desisti. Sou candidato e vou até o fim”.
Apesar das consecutivas derrotas sofridas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmaram a impugnação da sua candidatura, Roriz sempre se manifestava como governador eleito. Só que, ao ser rechaçado no STF, o discurso mudou.
Ayres Brito negou acolhida ao recurso impetrado pelos advogados de Roriz, pedindo que fosse reformada a decisão do TSE. No entendimento dos defensores do ex-governador, o Tribunal supostamente feriu várias decisões do STF que favoreceriam Roriz. Ayres Brito foi implacável: “Por todo o exposto, resulta patentemente indemonstrada (é com todo o respeito que o digo) a usurpação de competência deste STF ou de afronta à autoridade de suas decisões. O que me leva a conhecer da presente reclamação, mas para julgá-la improcedente”.
Na sabatina da Federação de Agricultura, ao mesmo tempo em que firmava posição e fazia promessas para o segmento, Roriz titubeou, e por diversas vezes. E reconheceu as dificuldades que vem encontrando no Judiciário ao colocar todas as suas palavras no condicional.
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