Mais um capítulo da queda de braço entre o governador eleito Rodrigo Rollemberg e o governador Agnelo Queiroz deve ocorrer hoje, na Câmara Legislativa. Enquanto Agnelo conta com 16 distritais para aprovar o PL 2.049/2014, que autoriza a instituição do Fundo Especial da Dívida Ativa (Fedat), Rollemberg tenta, pessoalmente, esvaziar o Plenário para que a votação não ocorra na tarde de hoje.
O governo tem pressa para aprovar o projeto e, embora não confirme oficialmente, nos bastidores comenta-se que se o texto não for votado hoje, o governo não terá mais tempo de fechar as contas até o fim do mandato de Agnelo.
“A base do governo tem 18 deputados. Não é possível que não tenhamos 13 em plenário para votar”, dispara o coordenador de Assuntos Legislativos do GDF, José Willemann. Além dos 12 que foram ao plenário na quarta passada, o GDF conta com Olair Francisco (PTdoB) e Benedito Domingos (PP), que saíram antes da votação, e Agaciel Maia (PTN) e Cláudio Abrantes (PT), que devem voltar hoje de viagem.
Willemann minimiza a dificuldade de aprovar o projeto, que tramita há duas semanas na Casa. “Tem deputado doente, deputado que estava fora da cidade e uma série de elementos que impediram a votação”, considera. Na opinião dele, hoje vai dar tudo certo. “Os deputados da base de governo atual têm o compromisso de votar”, argumenta, esperançoso.
Interesses pessoais
Causou estranheza o fato de deputados que apoiaram Rollemberg no segundo turno irem ao plenário, na semana passada, para dar quórum à votação. Comenta-se que estes teriam interesse pessoal na aprovação da proposta, já que contam com a promessa de terem faturas de empresas familiares pagas com os R$ 2 ou R$ 3 bilhões que devem entrar no caixa.