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Política & Poder

Rollemberg tenta impedir votação de projeto que pode salvar as contas do GDF

Arquivo Geral

02/12/2014 9h00

Mais um capítulo da queda de braço entre o governador eleito Rodrigo Rollemberg e o governador Agnelo Queiroz deve ocorrer hoje, na Câmara Legislativa. Enquanto Agnelo conta com 16 distritais para aprovar o PL 2.049/2014, que autoriza a instituição do Fundo Especial da Dívida Ativa (Fedat), Rollemberg tenta, pessoalmente, esvaziar o Plenário para que a votação não ocorra na tarde de hoje.

O governo tem pressa para aprovar o projeto e, embora não confirme oficialmente, nos bastidores comenta-se que se o texto não for votado hoje, o governo não terá mais tempo de fechar as contas até o fim do mandato de Agnelo.

“A base do governo tem 18 deputados. Não é possível que não tenhamos 13 em plenário para votar”, dispara o coordenador de Assuntos Legislativos do GDF, José Willemann. Além dos 12 que foram ao plenário na quarta  passada, o GDF conta com Olair Francisco (PTdoB) e Benedito Domingos (PP), que saíram  antes da votação, e  Agaciel Maia (PTN) e Cláudio Abrantes (PT), que devem voltar hoje de viagem.

Willemann minimiza a dificuldade de aprovar o projeto, que tramita há duas semanas na Casa. “Tem deputado doente, deputado que estava fora da cidade e uma série de elementos que impediram a votação”, considera. Na opinião dele, hoje vai dar tudo certo. “Os deputados da base de governo atual têm o  compromisso de votar”, argumenta, esperançoso.

Interesses pessoais

Causou estranheza o fato de   deputados que apoiaram Rollemberg no segundo turno irem ao plenário, na semana passada, para dar quórum à votação. Comenta-se que estes teriam interesse pessoal na aprovação da proposta, já que contam com a promessa de terem faturas de empresas familiares pagas com os R$ 2 ou R$ 3 bilhões que devem entrar no caixa. 

Eleito conversa com distritais mais próximos
 
O coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, confirma que Rollemberg, pessoalmente, tem procurado os distritais mais próximos para pedir que eles esvaziem o quórum ou votem contra a proposta. Segundo ele, não há negociação ou promessas. “Só conversa”, confirma.
 
Doyle chamou o projeto de “tentativa desesperada de conseguir dinheiro” e disse que o governador eleito tem argumentado que a proposta “trará prejuízos ao DF”, além de ser uma “medida ilegal”.
 
Celina Leão (PDT), principal voz do novo governo na Casa, tenta convencer os pares de que a proposta não deve ser votada hoje. “Tem muitos líderes que não fecham acordo no projeto. Será que o governo vai passar por cima do colégio de líderes?”, questiona.
 
Na semana passada, Rollemberg telefonou a alguns distritais e tudo indica que seu pedido foi atendido, já que, na hora da votação, apenas 12 distritais estavam em plenário – é preciso quórum de pelo menos 13 deputados para votar e voto favorável de pelo menos 13 para aprovar. 
 
Os petistas teriam sido poupados pelas ligações do  novo governo, já que a aprovação do texto, para o partido, seria “questão de honra”
 
Saiba mais
 
O PSOL-DF protocolou ontem requerimento solicitando a retirada de  tramitação do PL nº 2.049/14,  que cria o Fundo Especial da Dívida Ativa (Fedat). 
 
O partido propôs ainda a criação de uma auditoria da dívida pública do DF e outra para apurar gastos com a construção do Estádio Nacional.
 
No texto, o PSOL manifesta preocupação com as finanças  do DF, “que se encontram numa situação quase falimentar, devendo chegar ao fim do ano com um déficit público superior a R$ 2 bilhões, podendo chegar a R$ 3,1 bilhões”.

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