A exemplo da cerimônia que decretará o início do governo de Rodrigo Rollemberg, a posse dos deputados distritais também não terá pompa, como garante o cerimonial da Câmara Legislativa. Os deputados optaram por manter apenas o rito normal das legislaturas anteriores, que deve durar uma hora, para, em seguida, dar posse ao governador eleito.
De acordo com o coordenador de Cerimonial da Casa, Carlos Vieira Júnior, a previsão é de que a cerimônia para os deputados comece às 9h e, como é tradição, seja presidida pelo presidente da legislatura anterior, o distrital Wasny de Roure (PT). Será ele o responsável por convocar dois parlamentares, um homem e uma mulher de partidos diferentes, para o ajudá-lo a secretariar os trabalhos da Mesa. Devem ser Júlio Ribeiro (PRB), o distrital mais bem votado, e Luzia de Paula (PEN), a distrital mais velha.
Também seguindo a tradição da Casa, o deputado mais novo da legislatura que entra fará o juramento de posse. Agora, o posto é de Rafael Prudente (PMDB), seis meses mais novo que Cristiano Araújo (PTB), que vai para o terceiro mandato e, nas últimas duas legislaturas, foi o juramentista.
Prudente, que não deve fazer discurso além do juramento previsto, afirma que lida com a missão com tranquilidade. “Nós lutamos tanto para estar lá (na Câmara Legislativa) que vamos encarar com naturalidade, mas existe sim expectativa”, declarou o futuro parlamentar.
Cerimônia
A cerimônia segue com a entrega do termos de posse a cada um dos distritais da nova legislatura. Em seguida, o presidente nomeia uma comissão que vai recepcionar o novo governador, que, de acordo com a Lei Orgânica do DF, será empossado pelo Parlamento local. A cerimônia está prevista para ocorrer a partir das 10h.
Há previsão de discursos tanto para o presidente da sessão quanto para o governador empossado.
Em seguida, governador e vice eleitos seguem para o Palácio do Buriti, onde o governador Agnelo Queiroz transmite a faixa e, com ela, o cargo.
Dia movimentado na Câmara Legislativa
No Plenário da Câmara Legislativa ocorre, às 9h, a posse dos distritais; às 10h, a posse do governador; e, às 15h, a eleição para a Mesa Diretora. Rollemberg deve usar a tribuna da Casa para fazer um breve discurso, conforme prevê o cerimonial. No Palácio do Buriti, o novo governador terá a oportunidade de, novamente, discursar. “Não é usual que quem transmita o cargo faça discurso”, resumiu Paulo Domingues, chefe do cerimonial, para informar que Agnelo deve entrar mudo e sair calado do Palácio do Buriti.
O dia de Rollemberg
Antes da cerimônia de posse na Câmara Legislativa, o governador eleito Rodrigo Rollemberg participa de uma missa, às 8h, no Santuário Dom Bosco, na 702 Sul.
Após os ritos previstos no Palácio do Buriti, Rollemberg confirmou presença na cerimônia de posse da presidente reeleita Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. O evento está marcado para começar às 15h.
Mesmo com o ar preocupado, Rollemberg tem dito que sua expectativa é grande para começar a governar. “Sabemos que as dificuldades são muito grandes, mas são menores que a nossa disposição de servir o Distrito Federal e melhorar a qualidade de vida da população”, falou aos jornalistas, durante o anúncio da cúpula da Segurança Pública, na última segunda-feira.
Agnelo confirma presença
Graças à troca de farpas durante a campanha eleitoral e à conflituosa transição, o ex-aliado de Rollemberg, o governador Agnelo Queiroz, é presença duvidosa na transmissão de cargo, marcada para hoje, a partir das 11h, no Palácio do Buriti. O petista havia dito que iria à cerimônia somente se Rollemberg merecesse. Ontem, o secretário de Publicidade e Comunicação, André Duda, confirmou a presença de Agnelo no ritual.
“Quem merece é a democracia”, teria dito o governador, segundo o secretário.
A cerimônia de transmissão de cargo é rápida e segue o rito tradicional do Palácio do Planalto, conforme o chefe do cerimonial do Palácio do Buriti, Paulo Domingues.
O rito
Agnelo recebe o governador e o vice eleitos na porta do palácio e, após os cumprimentos, dirigem-se ao Salão Branco, onde a faixa, “que representa o poder”, é passada a Rollemberg. Em seguida, o governador empossado acompanha o petista até o elevador privativo e Agnelo Queiroz deixa o Buriti.
Rollemberg, então, volta para empossar o secretariado. Neste momento, o governador está livre para fazer mais um discurso.