O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), aliado de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira (28/10) que o Tribunal Superior Eleitoral já definiu o novo presidente e que é preciso ter “serenidade diante do resultado”. A declaração foi dada após o senador derrotado, que está nos Estados Unidos, divulgar uma carta questionando o pleito.
Na carta, Flávio Bolsonaro se autointitula “líder do Brasil” e acusa, sem provas, uma suposta fraude eleitoral. Ele também defendeu a cassação da chapa vencedora de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos). O parlamentar disse que vai liderar a oposição a partir do exterior e negou que sua saída do país seja uma fuga.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também comentou o caso, pedindo respeito ao resultado das urnas. “Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou o governador. Ele defendeu a construção de uma oposição forte e responsável.
Na carta, o senador também criticou decisões do Judiciário, em especial do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação em duas horas. A extensão, atendendo a pedidos tanto da coligação de Lula quanto da campanha de Flávio, levou em conta problemas de transporte público e condições climáticas adversas. Ele contestou o resultado alegando uma “impossibilidade matemática”.
A postura do senador contrasta com a do seu partido, o PL. A legenda reconheceu o resultado do TSE e pediu esclarecimentos à Justiça Eleitoral.