A revista colombiana Cambio, side effects que denunciou a presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no governo brasileiro, cita os deputados distritais Paulo Tadeu (PT) e Erika Kokay (PT) como envolvidos no esquema.
Segundo a reportagem, um dos e-mails salvos no computador de Raúl Reyes sugere que Tadeu e Kokay teriam recebido Carlos Lozano, integrante da milícia, em Brasília. Em outra mensagem o deputado Paulo Tadeu está associado a quantia de US$ 833,33, que ele teria entregue as Farc.
Tanto Paulo Tadeu quanto Érica Kokay negaram todas as acusações da revista colombiana e afirmam que a publicação mentiu.
Kokay disse ao Jornal de Brasília que nunca falou com Raúl Reyes e que sua única ligação com as Farc é o padre Olivério Medina, ex-guerrilheiro da milícia “Eu participei do movimento de direitos humanos para evitar a repatriação do padre Olivério para a Colômbia, porque ele corria o risco de ser assassinado caso voltasse”.
O Palácio do Planalto disse que não vai comentar oficialmente a reportagem, mas desqualificou a matéria. O governo colombiano mantém as boas relações com o Brasil e afirma que o país tem autonomia para manter contato com as Farc.
A publicação cita também os nomes do ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu; Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência; Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete; Celso Amorim, o ministro de Relações Exteriores; do assessor Marco Aurélio Garcia; Perly Cipriano, subsecretário de Promoção de Direitos Humanos; Paulo Vanucci, ministro da Secretaria de Direitos Humanos; e do também assessor presidencial Selvino Heck.