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Relatório final da CPI deve apontar Carlos Bolsonaro como articulador de rede de fake news

A apuração também deve apontar o deputado Eduardo Bolsonaro como elo da rede com supostos financiadores, entre eles, Otávio Fakhoury e Luciano Hang

Por FolhaPress 11/10/2021 5h44
(FILES) In this file photo taken on November 13, 2018 Carlos Bolsonaro, son of Brazil’s then President-elect Jair Bolsonaro, is pictured during his visit to the Superior Court of Labour in Brasilia. – The Twitter, Facebook and Instagram accounts of Carlos Bolsonaro, son of Brazil’s president Jair Bolsonaro, whose social media communication he directed, were no longer in service on Tuesday, without anyone providing any explanation. (Photo by Sergio LIMA / AFP)

Camila Mattoso
Brasília, DF

O relatório final da CPI da Covid vai usar informações de 16 depoimentos prestados à Polícia Federal e encaminhados à comissão para indicar Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) como articulador da rede bolsonarista de distribuição de notícias falsas e desinformação.

Com base nos relatos, a conclusão da apuração também deve apontar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como elo da rede com supostos financiadores, entre eles os empresários Otávio Fakhoury e Luciano Hang.

A comissão deve mostrar a partir das informações que Carlos Bolsonaro debate as estratégias de produção de divulgação de fake news com o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins. Este, por sua vez, será apontado como responsável por repassar as ordens a integrantes do chamado “gabinete do ódio”.

Políticos como as deputadas Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF) devem entrar no relatório final porque a CPI constatou que, quando a investigação começou, elas apagaram postagens em suas redes com desinformação sobre a vacinação e o uso de máscaras.

O conteúdo final do relatório de Renan Calheiros (MDB-AL) ainda é debatido com integrantes da comissão, mas o Painel apurou que a tendência é que mais de 30 pessoas, entre responsáveis por páginas bolsonaristas e políticos, sejam indiciados por descumprimento de ordem sanitária por propagar fake news sobre a Covid-19.

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