A menos de um mês da reabertura do Palácio do Planalto, a Presidência da República reservou R$ 3 milhões para a compra de novo mobiliário. Entre os móveis estão 1.150 cadeiras, 102 poltronas, 16 sofás e 54 mesas que levam grifes como as do arquiteto Oscar Niemeyer e do designer Sergio Rodrigues.
A reinauguração está prevista para o dia 21 de abril, no aniversário de 50 anos de Brasília. A peça mais cara é uma mesa de reunião com a marca Niemeyer, no valor de R$ 26,5 mil. O móvel é de “madeira especial, para reunião, em formato U, com módulos de saída para microfones, revestimento externo em folha de madeira wengue natural, internamente revestida em folha de madeira curupixa, acabamento com fundo em poliuretano”, entre outras características descritas na nota de empenho emitida no dia 24 de março para a realização da despesa.
Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, também devem ser comprados nove sofás para salas de espera, por R$ 12,3 mil cada, que fazem parte das produções de Rodrigues. Os itens são de “estrutura em imbuia maciça com almofadas soltas sobre chassis de molas horizontais estofadas em espuma de poliuretano e revestimento em couro natural preto primeira linha.
Os móveis serão fornecidos sem licitação por duas empresas: Lin Brasil Indústria e Comércio de Móveis Ltda., Teperman Design Comércio Móveis Representações Ltda. A Lin deve receber da Presidência R$ 2,6 milhões, enquanto a Teperman terá R$ 396,7 mil.
A dispensa de licitação foi adotada porque, segundo o governo, as empresas têm peças dos artistas que participaram da montagem original do Palácio do Planalto, na criação de Brasília, e distribuem móveis com exclusividade.
De acordo com o governo, os R$ 3 milhões serão aplicados na compra de móveis complementares. A Comissão de Curadoria do Palácio do Planalto não conseguiu resgatar todos os móveis originais.
O professor do Departamento de Arquitetura da UnB, Cláudio Queiroz, disse à ONG Contas Abertas que os preços dos móveis adquiridos pela Presidência não estão caros. Segundo ele, designers renomados no País costumam cobrar esses valores.