Para tentar se livrar do processo de cassação, o deputado Raad Massouh (PPL) deve recorrer ainda hoje ao Judiciário. Pedirá voto secreto no plenário da Câmara Legislativa.
Sua maior aposta, porém, será cobrar, para o processo de sua cassação, tramitação semelhante às ações contra outros três deputados, que foram sustadas até decisão do Tribunal de Justiça. A votação, marcada para o dia 11, quarta-feira, decidirá se Raad perde o mandato.
Assim como Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP) e Rôney Nemer (PMDB), que dependem de uma decisão judicial para terem o mandato cassado, Raad Massouh exige ser beneficiado em uma situação semelhante.
Mesa já decidiu
O advogado que defende Raad, Rodrigo Nazário, nega essa estratégia. Por enquanto, garante o jurista, a defesa espera a decisão da Mesa Diretora em relação a um pedido de suspensão do processo de cassação. “Ainda espero a Mesa Diretora. Afinal, se decidirem parar o processo, não haveria necessidade de ingressar na Justiça”, despistou.
No entanto, o presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure (PT), já acatou parecer da procuradoria-geral da Casa, contrário ao pedido da defesa. As decisões favoráveis à cassação, tomadas pelas comissões de Ética e de Constituição e Justiça inviabilizariam a paralisação do processo pela Mesa Diretora.
Como Donadon
O corregedor, deputado Patrício (PT), relembra o caso do deputado federal Natan Donadon, preso na Papuda e absolvido em plenário, para defender que o voto secreto seja ser adotado na cassação de Raad. “Temos uma grande quantidade de provas contra o deputado e também o clamor popular pelo voto secreto. A sociedade quer isso e o parlamentar tem de assumir as consequências do próprio voto. Tenho convicção de que a Justiça negaria qualquer pedido de voto secreto”, opinou.