SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O senador Flávio Bolsonaro (PL) acompanhou a apuração das eleições deste domingo (25) em Brasília, cercado por aliados. O candidato foi derrotado pelo oponente, o presidente Lula (PT), numa virada histórica do petista, que terminou o segundo turno com mais de 4 milhões de votos de vantagem.
Em seu discurso após o anúncio do resultado, Flávio não reconheceu a vitória do oponente. Ele disse que “é impossível aceitar o resultado dessas eleições”, afirmou que pediria a anulação dos votos e chamou de “sacanagem” a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que prorrogou em duas horas o horário da votação.
“O que aconteceu hoje [domingo] não foi algo normal; foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo, no meio do jogo, às 17 horas e um minuto”, disse o senador.
Na ocasião, estava cercado por parlamentares aliados –tanto de seu partido, o PL, quanto do Novo. O grupo incluía, ainda, figuras como o empresário Pablo Marçal, que concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024, a economista Daniella Marques, que coordenou a área na campanha, e o advogado Frederick Wassef.
O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que estavam em Brasília para assistir à apuração com Flávio, não aparecem na foto.
O pleito foi marcado por confusões no horário de votação. Tanto Lula quanto Flávio haviam pedido prorrogação por duas horas, até as 19h. A campanha do petista protocolou o pedido no STF após relatos de frotas de ônibus reduzidas em cidades como Salvador. O bolsonarista havia pedido que a votação se estendesse em cidades do Sul e do Sudeste afetadas pelas chuvas.
Segundo dados do TSE, só 34,3 mil votos foram registrados após as 17h. Ou seja, cerca de 0,03% dos votos foram contabilizados após prorrogação de horário, decidida por Zanin no STF. A vitória de Lula se deu por margem bem maior, dificultando a contestação de Flávio.
Nesta segunda-feira (26), ele afirmou ter desistido de pedir a anulação do pleito. Disse que irá tentar a cassação da chapa de Lula e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), por abuso de poder econômico.