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Política & Poder

PV ainda está dividido entre candidatura e apoio ao PT

Arquivo Geral

03/06/2014 8h00

O dilema do PV no Distrito Federal para as eleições de outubro é a posição em que estará em relação à chapa que tenta a reeleição. Os ambientalistas demonstraram apoio durante todo o governo Agnelo e não descartam lançar apenas candidatura ao Senado, apoiando, de maneira discreta o PT. Só que a pressão vem de fora, e o pré-candidato à presidência da República, Eduardo Jorge, tentará convencer o PV-DF a lançar também um nome para governador.

Após a votação de Marina Silva ter sido a maior entre os candidatos à presidência, nas últimas eleições, o PV tentará tirar proveito da situação e entra na disputa para provar que não foi apenas o nome da ex-ministra do Meio Ambiente que trouxe o resultado.

Duas correntes dentro da legenda ainda debatem o tema. Existe quem defenda o voo solo e quem quer a continuidade da aliança com o PT. Lideram as duas forças o ex-administrador do Lago Sul, Wander Azevedo, e Nilton Reis, candidato a eleição indireta a governador do DF em 2010.

TODOS OS CARGOS

No meio da polêmica, está o presidente do partido no DF, Eduardo Brandão, ex-secretário do Meio Ambiente. Candidato a governador em 2010, ele é cogitado para disputar todos os cargos, exceto deputado distrital. 

Sem posição específica, Brandão afirma que conversará dentro da legenda para achar a melhor saída. “Nós temos o histórico de ter indicado o vice na chapa de Arlete Sampaio, em 2006, e de candidatura própria em 2010. Então não podemos retroceder”, explicou.

INFLUÊNICA

Enquanto a resposta não vem, a única certeza é que o PV terá um palanque em Brasília para receber Eduardo Jorge, mesmo em caso de apoio a Agnelo Queiroz. 

Apesar de existir a possibilidade de não estar na chapa do atual governador, Eduardo Brandão acredita que a avaliação ruim do governo não influenciaria na escolha. 

“Estivemos com ele durante todos esses anos. Se estivesse muito mal, eu seria o último a abandonar, mas ficaria muito tranquilo de sair caso estivesse muito bem. E eu não acredito que a avaliação esteja ruim, diante de tudo que tem sido entregue à população nos últimos meses”, opinou Brandão.

O objetivo é debater pontos polêmicos

Para as chapas proporcionais, a escolha de sair sozinho ou coligado com outros partidos dependerá das candidaturas majoritárias. Caso lance um nome para governador, o PV tentará sozinho se eleger para deputado distrital e deputado federal. Se apoiar Agnelo, a saída será se agrupar com outro partido, não necessariamente o PT.

O Partido Verde escolheu o nome do ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde de São Paulo, Eduardo Jorge, para a candidatura à presidência em fevereiro. Ele chega com o papel de ampliar o debate sobre temas polêmicos, como o aborto, casamento gay e a legalização da maconha, bandeiras histórias da legenda. Enquanto Marina Silva possuía visão mais restrita em relação a esses temas, por ser evangélica, o novo candidato promete trazer todos os tabus durante a campanha.

Já é tradição nas candidaturas do PV a tomada de posição e o aproveitamento do espaço proporcionado pelas eleições para aprofundar questões ligadas ao partido.

Qual decisão tomar

O PV deve decidir seu destino apenas depois da convenção nacional, marcada para o dia 14 de junho.

Apesar do peso de uma decisão em âmbito nacional, a legenda teria uma certa autonomia para fazer sua escolha e poderia seguir consciência própria.

A possibilidade de candidato ao Senado é vista com bons olhos dentro do partido, já que o PV tem sempre pré-disposição a lançar nomes para todas as vagas, pela questão ideológica.

Só que desta vez, com a presença na chapa de Agnelo Queiroz, o lançamento de um candidato ao governo ficaria inviável.

Por isso, Eduardo Brandão pode fazer palanque para Eduardo Jorge, mas tentando ser eleito ao Senado, apoiando Agnelo.

 

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