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Política & Poder

PT vai ao MP e ao TRE para apurar agressões

Arquivo Geral

08/09/2010 8h28

Agnelo Queiroz anunciou ontem que vai recorrer à Justiça para que se manifeste sobre a violência do grupo rorizista contra a militância do PT. Indignado, disse que vai impetrar representação no Ministério Público do DF para apurar as agressões, além de pedir reforço do Governo Federal para garantir o processo eleitoral, em 3 de outubro.

 

A cúpula petista também estuda registrar o episódio de agressão no Tribunal Regional Eleitoral, para que os chefes das coligações assumam responsabilidade dos atos. “Não vamos tolerar esse tipo de conduta”, afirmou Roberto Policarpo, presidente regional do PT.

 

Assim que soube das agressões aos petistas, Agnelo seguiu para o Hospital de Base de Brasília, onde os feridos recebiam atendimento. “Roriz passou da irresponsabilidade para a atitude criminosa”. Visivelmente irritado, disse que pretende responsabilizar o ex-governador por incitar a violência entre as militâncias. “Esse é um crime eleitoral”.

 

Segundo integrantes do PT, não é a primeira vez que ocorrem agressões a militantes. Policarpo acusou os rorizistas de estarem por trás do incêndio a um comitê, no Guará II, segunda-feira. O vandalismo teria sido encomendado pelo grupo rival. “Não são coisas isoladas. Parecem mais atos planejados”, reagiu.

 

Sem lesões graves, Diego Dionísio deixou o hospital no início da noite. “No fim do espetáculo eles vieram para cima de mim”, disse o rapaz, que tinha hematomas no rosto, no braço, na cabeça e que ainda fraturou um dedo do pé.

 

Dizendo ter sido informado do episódio pela imprensa, Roriz disse que “repudia qualquer ato de violência”. Já seu assessor, Paulo Fona, atribuiu a culpa do confronto ao carro de som da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT, que divulgava a impugnação da candidatura de Roriz. “Uma forma de provocação, que, inclusive, infringe a lei”. (IP)

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