O PT formalizou nesta terça-feira (27/10) apoio à reeleição do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O partido anunciou a decisão após reunião da bancada com deputados em exercício e eleitos para a próxima legislatura. O anúncio foi feito em conjunto com o PCdoB.
A adesão petista amplia para 15 o número de partidos que endossam a permanência de Motta no cargo. Com isso, ele consolida sua candidatura e aprofunda o isolamento do PL. O ex-presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) havia recomendado a legendas de centro que não apoiassem Motta, criticando a aproximação do parlamentar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O apoio do PT ocorre um dia após Motta se encontrar com Lula e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Os três posaram para fotos de mãos dadas, e aliados descreveram o encontro como positivo. Entre os partidos que já manifestaram apoio a Motta estão União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSDB e PDT, além de outras siglas.
O movimento do líder da Câmara pavimenta sua recondução, ainda que o voto para a presidência seja secreto e a adesão partidária não garanta automaticamente o apoio de todos os deputados. A decisão do líder do PSD, Antonio Brito (BA), em declarar apoio a Motta foi considerada crucial, já que Brito era visto como um potencial adversário.
No Senado, o foco do PL passa a ser viabilizar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para desafiar Alcolumbre. O atual presidente do Senado, por sua vez, recebeu nesta terça o apoio da federação União Brasil-PP, que emitiu nota destacando a experiência de Alcolumbre e a necessidade de estabilidade.
A chegada de novas legislaturas em 2027 trará desafios para o governo, com o crescimento do PL e da direita bolsonarista nas duas Casas. A aproximação com as lideranças do Congresso é vista como estratégica pelo Planalto para destravar votações de interesse do Executivo.