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Política & Poder

PT oficializa apoio a Hugo Motta para presidência da Câmara

Bancada petista anuncia decisão após reunião e amplia isolamento do PL na disputa pela recondução.

Redação Jornal de Brasília

27/10/2026 23h33

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O PT formalizou nesta terça-feira (27/10) apoio à reeleição do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O partido anunciou a decisão após reunião da bancada com deputados em exercício e eleitos para a próxima legislatura. O anúncio foi feito em conjunto com o PCdoB.

A adesão petista amplia para 15 o número de partidos que endossam a permanência de Motta no cargo. Com isso, ele consolida sua candidatura e aprofunda o isolamento do PL. O ex-presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) havia recomendado a legendas de centro que não apoiassem Motta, criticando a aproximação do parlamentar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O apoio do PT ocorre um dia após Motta se encontrar com Lula e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Os três posaram para fotos de mãos dadas, e aliados descreveram o encontro como positivo. Entre os partidos que já manifestaram apoio a Motta estão União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSDB e PDT, além de outras siglas.

O movimento do líder da Câmara pavimenta sua recondução, ainda que o voto para a presidência seja secreto e a adesão partidária não garanta automaticamente o apoio de todos os deputados. A decisão do líder do PSD, Antonio Brito (BA), em declarar apoio a Motta foi considerada crucial, já que Brito era visto como um potencial adversário.

No Senado, o foco do PL passa a ser viabilizar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para desafiar Alcolumbre. O atual presidente do Senado, por sua vez, recebeu nesta terça o apoio da federação União Brasil-PP, que emitiu nota destacando a experiência de Alcolumbre e a necessidade de estabilidade.

A chegada de novas legislaturas em 2027 trará desafios para o governo, com o crescimento do PL e da direita bolsonarista nas duas Casas. A aproximação com as lideranças do Congresso é vista como estratégica pelo Planalto para destravar votações de interesse do Executivo.

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