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Política & Poder

PT lança iniciativa para reunir ‘porta-vozes’ de Lula nas redes sociais e confrontar bolsonarismo

Nas últimas eleições, a capacidade de resposta nas redes sociais se tornou um dos principais pontos de preocupação da esquerda, que vê a direita, com nomes como o deputado federal Nikolas Ferreira

Redação Jornal de Brasília

09/06/2026 23h50

Foto: Divulgação

ISADORA ALBERNAZ, CAIO SPECHOTO E CATIA SEABRA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O PT lançou nesta terça-feira (9) uma iniciativa que busca formar um grupo de “porta-vozes” nas redes sociais. O objetivo é impulsionar a campanha de reeleição do presidente Lula e confrontar o bolsonarismo, que terá o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato ao Planalto.


Segundo apurou a Folha de S.Paulo, a ideia é uniformizar os discursos da militância e até dos simpatizantes do petista. O partido quer que os apoiadores de Lula possam responder rapidamente ao bolsonarismo nas plataformas digitais, principalmente no WhatsApp.

Nas últimas eleições, a capacidade de resposta nas redes sociais se tornou um dos principais pontos de preocupação da esquerda, que vê a direita, com nomes como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), emplacando narrativas com maior sucesso.


Além disso, uma melhor comunicação para fazer as entregas do governo chegarem até a população é uma cobrança transmitida a Lula a ministros desde o início do seu atual mandato.]


O lançamento do “Porta-vozes do Lula”, em Brasília, contou com a presença do presidente do PT, Edinho Silva, de ministros e de parlamentares petistas e aliados de outros partidos, como os deputados federais André Janones (Avante-MG), Erika Hilton (PSOL-SP), Pedro Campos (PSB-PE) e Jandira Feghali (PC do B-RJ).


O PT aproveitou a proximidade com a Copa do Mundo, que começa nesta quinta (11), para tentar emplacar o mote “Joga pelo Brasil”. Foi exibido um jingle com a letra: “Quero ver você jogar pelo Brasil […] A torcida grita: ‘Lula é meu jogador'”.


O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSOL), e outros presentes também usaram uma blusa similar inspirada na seleção brasileira de futebol, com as cores verde e amarela e em que está escrito: “O Pix é do Brasil” e “Joga pelo Brasil”.


A ideia é dar a entender que Flávio Bolsonaro atua contra os interesses do país -pecha que o governo tenta colar no senador desde que os EUA anunciaram uma nova proposta de tarifaço dias após visita dele ao presidente Donald Trump.


O uso do uniforme da equipe de futebol ficou associado nos últimos anos ao bolsonarismo e já houve uma campanha por parte da esquerda para tentar “resgatar” a camisa.


Sem citar Flávio, Boulos afirmou que o adversário de Lula “não tem biografia, tem ficha corrida”, em uma referência ao escândalo “Dark Horse”, que revelou que o candidato do PL pediu dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


“As redes digitais: esse é o ponto que eles ainda estão na nossa frente. É preciso ter humildade de reconhecer. Frequentemente nos embates de redes eles têm ganho e a questão é: por quê? É o algoritmo? As big techs? Eles têm mais grana? Tudo isso é verdade, mas tem uma coisa que às vezes a gente não fala, que é a organização digital. Eles se organizam”, disse o ministro.


O PT descreve o “Porta-vozes de Lula” como uma “organização da militância digital”. Caberá a quem integrar a iniciativa compartilhar feitos do governo e defender o presidente para fazer frente aos adversários.


Além de apoiadores, participarão da iniciativa, políticos, influenciadores digitais e representantes de movimentos sociais.


Nas redes sociais, ministros, como José Guimarães (Relações Institucionais), líderes do governo no Congresso, como o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e aliados importantes de Lula, a exemplo da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP), já publicaram vídeos em que convocam a adesão.


A inscrição de quem tem interesse em participar é feita por meio de um link que já está sendo distribuído nas redes sociais. Após a inscrição, a pessoa pode ser incluída em uma comunidade no WhatsApp e recebe uma “primeira missão: chamar mais e mais gente”.

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