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Política & Poder

PT ficará em cima do muro

Arquivo Geral

08/08/2009 0h00

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), criticou ontem a postura dos senadores da oposição e evitou comentar qual será a postura do partido como “balança fiel’ no Conselho de Ética do Senado. “O PT está menos preocupado em ser o fiel da balança e está mais focado na agenda de propostas para reformar o Senado. Infelizmente, os senadores da oposição só estão preocupados em punir um senador, que é o presidente [José] Sarney [PMDB-AP]’, disse.

O deputado encontrou o presidente Lula ontem pela manhã, mas negou que tenha tratado da crise envolvendo o nome de Sarney. Ele disse ter apenas acompanhado um empresário paulista – Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do Grupo Caoa – e que conversou apenas assuntos econômicos, e não de política.
Berzoini admitiu que o Senado tem falhas administrativas antigas, “que vêm de décadas’, mas afirmou que a oposição está valorizando a crise na Casa. “O PT tem a vantagem de saber que a crise não é natural. É uma crise provocada para preencher o vazio da oposição.’


Votos decisivos
 
Os votos do PT é que decidirão o futuro de Sarney e do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) no Conselho de Ética. O partido tem três senadores no colegiado, mesmo número de votos que faltam para a oposição aprovar os recursos contra as decisões do presidente, Paulo Duque (PMDB-RJ). Sem o partido, a oposição não consegue reabrir no plenário do colegiado as acusações contra Sarney que foram arquivadas por Paulo Duque (PMDB-RJ).
Da mesma forma, os senadores da “tropa de choque’ de Sarney não vão conseguir dar continuidade à acusação contra o líder tucano sem os votos dos senadores petistas, João Pedro (AM), Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC).
O Conselho de Ética recebeu 11 acusações contra Sarney apresentadas pelo PSDB, PSOL e pelos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Virgílio. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP) não assinou a nota pedindo o afastamento de Sarney do cargo, lida no plenário por Cristovam Buarque. O texto teve assinaturas de 12 senadores.
 

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